A Maersk, gigante dinamarquesa de transporte marítimo, informou nesta 5ª feira (5.fev.2026) que encerrou 2025 receita de US$ 54 bilhões, EBITDA –lucro antes de juros– de US$ 9,5 bilhões e EBIT –lucro antes de juros e impostos– de US$ 3,5 bilhões, segundo balanço divulgado. Leia a íntegra (PDF – 3MB).
O desempenho foi sustentado pelo crescimento de volumes, ajustes operacionais e controle de custos, mesmo em um ano marcado por volatilidade nos mercados globais e excesso de capacidade no transporte marítimo, segundo a companhia.
Para manter a disciplina financeira, a Maersk anunciou redução de US$ 180 milhões em custos corporativos e o fechamento de aproximadamente 1.000 cargos administrativos, cerca de 15% das posições corporativas.
A unidade de Terminais registrou o melhor desempenho da série histórica, com crescimento de 20% na receita, impulsionado por volumes maiores, reajustes tarifários e aumento da receita de armazenagem. No quarto trimestre, os volumes subiram 8,4%, com destaque para América e Europa.
Transporte marítimo em alta, mas lucro pressionado
A divisão de Ocean, responsável pelo transporte de contêineres da Maersk, registrou crescimento de 4,9% nos volumes, alinhado ao mercado global. Entretanto, a rentabilidade caiu por causa da redução das tarifas de frete, reflexo da oferta elevada de navios.
A empresa implementou a nova rede Leste–Oeste, com mais de 90% de pontualidade, aumentando eficiência e reduzindo custos operacionais.
Logística & Serviços
O segmento de Logística & Serviços mostrou melhora contínua em margens e operações, principalmente em armazenagem e e-fulfillment, mas ainda não atingiu seu potencial total.
A divisão foi reorganizada em três subsegmentos:
- Landside (logística terrestre), gerida localmente;
- Forwarding (frete internacional), gerida globalmente;
- Solutions (soluções logísticas), gerida globalmente.
Perspectivas para 2026
A Maersk projeta crescimento global de contêineres de 2% a 4% e planeja acompanhar o ritmo do mercado. Além disso, ajustou a depreciação de seus navios, aumentando o tempo de vida útil de 20 para 25 anos, o que reduz custos em cerca de US$ 700 milhões.
Powered by WPeMatico
