A deputada Julia Zanatta (PL-SC) entrou com um pedido na 6ª feira (6.fev.2026) no CEP (Conselho de Ética Pública da Presidência da República) para investigar o envolvimento do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski com o Banco Master. Leia a íntegra (PDF – 350 kB).
No pedido, a congressista pede que sejam apurados os “indícios de conflito de interesses, captura de função pública e violação aos deveres de integridade da Alta Administração, vínculos com o Banco Master e grupo econômico correlato”.
A deputada pede ainda que Lewandowski seja notificado a apresentar:
- “descrição detalhada do vínculo com o Banco Master e/ou empresas do grupo”;
- “períodos de vigência, valores, forma de pagamento e notas/contratos”;
- “informações sobre eventuais contatos institucionais mantidos com representantes do grupo durante e após o exercício do cargo público”;
- “declaração sobre eventual intermediação política para contratação/indicação”.
Zanatta disse que espera que o requerimento seja atendido se o CEP “funcionar corretamente”.
LEWANDOWSKI E MASTER
O escritório de advocacia do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal foi contratado pelo Master de setembro de 2023 a agosto de 2025. O contrato era no valor de R$ 5 milhões e envolvia a prestação de consultoria jurídica ao banco de Daniel Vorcaro.
“Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), deixando de atuar em todos os casos”, disse o ministro em nota.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o ex-ministro. Na 5ª feira (5.fev.2026), em entrevista ao portal UOL, afirmou que “todo e qualquer bom jurista é contratado por qualquer empresa que esteja com qualquer dificuldade” e que Lewandowski deixou de prestar consultoria ao banco quando entrou no Ministério da Justiça.
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