A Corte de Apelação de Roma deu início nesta 4ª feira (11.fev.2026) ao julgamento sobre a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, mas a audiência foi suspensa após a manifestação do Ministério Público italiano e de um dos advogados. A sessão deve ser retomada na 5ª (12.fev).
Na retomada do julgamento, devem se manifestar o representante do governo brasileiro e mais um advogado da ex-deputada. Zambelli está presa desde 29 de julho na Itália, país para onde fugiu após ter sido condenada à prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A ex-deputada tem passaporte italiano e deixou o Brasil dias antes de se esgotarem os últimos recursos contra sua sentença de 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O crime ocorreu em 2023 e, segundo as investigações, foi executado a mando de Zambelli.
O julgamento sobre a extradição, solicitada pelo Brasil por determinação do Supremo, chegou a ser adiado mais de uma vez pelo tribunal italiano –em dezembro e em janeiro. Nas duas ocasiões, o juízo responsável entendeu ser necessário mais tempo para a análise de documentos.
Na 3ª feira (10.fev), a Justiça italiana negou um pedido feito pela defesa para que os juízes responsáveis pelo caso fossem substituídos. Os advogados alegavam parcialidade dos julgadores.
Desde que saiu do país, Zambelli foi condenada novamente pelo Supremo, dessa vez a uma pena de 5 anos, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no episódio em que, com uma arma de fogo na mão, perseguiu um homem pelas ruas de São Paulo, em outubro de 2022.
Em 14 de dezembro de 2025, Zambelli renunciou ao seu cargo na Câmara dos Deputados, mesmo após ter tido o mandato mantido por votação de seus colegas congressistas. A decisão da deputada atendeu à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. No lugar de Zambelli, assumiu o 1º suplente da ex-deputada, Adilson Barroso (PL-SP).
Com informações da Agência Brasil.
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