A farmacêutica norte-americana Eli Lilly, detentora dos direitos de fabricação do Mounjaro, manifestou-se contrariamente nesta 4ª feira (11.fev.2026) ao projeto de lei que abre caminho para a quebra de patente do medicamento no Brasil.
Em nota, a empresa afirmou que a proposta compromete a propriedade intelectual e cria um ambiente de “insegurança jurídica” para investimentos em inovação no país.
A reação da multinacional se deu depois de a Câmara dos Deputados aprovar na 2ª feira (9.fev), o regime de urgência para o PL 68 de 2026. O deputado Mário Heringer (PDT-MG), autor da proposta, quer declarar o remédio como de “interesse público”.
O QUE DIZ A EMPRESA
Em nota oficial (PDF – 181 kB), a Eli Lilly argumentou que o sistema de patentes é o que garante que empresas assumam os riscos financeiros de criar novos fármacos. Disse também que está disposta a negociar formas de ampliar o acesso ao medicamento, mas rechaçou o licenciamento compulsório.
O PROJETO NA CÂMARA
O Mounjaro é utilizado para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade. Atualmente, o custo mensal do tratamento nas farmácias brasileiras pode ultrapassar R$ 3.000.
Se o projeto for aprovado e sancionado, laboratórios nacionais poderão produzir versões genéricas do fármaco, reduzindo o preço final e facilitando a incorporação pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
O regime de urgência aprovado por 333 votos a 19 permite que a matéria pule etapas em comissões e vá direto para votação no plenário da Câmara.
Powered by WPeMatico

