Israel oficializou a entrada no chamado Conselho da Paz, iniciativa criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (Likud, direita) anunciou na 4ª feira (12.fev.2026), durante visita a Washington, que assinou o termo de adesão do país ao grupo.
Em publicação na rede social X, o chefe de governo declarou ter formalizado a participação de Israel no conselho e divulgou fotos ao lado do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, além de ter reforçado a aliança entre os 2 países.

Trump lançou em 22 de janeiro o Conselho da Paz. Embora a medida seja parte de um plano para acabar com os conflitos na Faixa de Gaza, o norte-americano já sinalizou que o órgão não será temporário. Afirmou em 20 de janeiro que o grupo poderia assumir o papel que hoje pertence à ONU (Organização das Nações Unidas).
O cessar-fogo no território entrou em vigor em outubro, com base em plano apresentado por Trump e aceito por Israel e pelo grupo palestino Hamas.
A 1ª reunião está marcada para 19 de fevereiro, em Washington, quando deve ser discutida a reconstrução do território palestino.
Governos reagiram com cautela ao convite feito pelos norte-americanos no fim de janeiro. Alguns aliados dos EUA no Oriente Médio aderiram ao grupo. Já países tradicionalmente alinhados aos norte-americanos na Europa optaram por não participar.
O Brasil foi convidado, mas ainda avalia uma possível integração. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a ausência de palestinos desvirtua a proposta inicial de Trump.
Há ainda receios de que o novo arranjo enfraqueça o papel da ONU (Organização das Nações Unidas) na condução do conflito.
A próxima etapa do plano defendido por Trump prevê negociações sobre o desarmamento do Hamas —medida rejeitada pelo grupo—, novas retiradas de tropas israelenses e o envio de força internacional de paz.
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