O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu, nesta 5ª feira (12.fev.2026), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em reunião fora da agenda oficial, no Palácio do Planalto.
O encontro abriu a agenda do dia e tratou da preocupação com grandes apurações em andamento, incluindo investigações envolvendo casas de apostas e instituições financeiras. O presidente e o PGR ainda não tinham se reunido desde a abertura do ano judiciário e a conversa estava pendente.
De acordo com relatos, Lula defendeu o rigor técnico das investigações e a atuação institucional dos órgãos de controle. O encontro foi interpretado como um gesto de acompanhamento institucional do cenário.
A conversa se deu diante do avanço das apurações sobre o Banco Master e da repercussão de decisões recentes do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli no caso.
Na 4ª feira (11.fev.2026), Toffoli reagiu ao pedido de suspeição atribuído à Polícia Federal. Em nota, afirmou que a corporação “não tem legitimidade” para requerer seu afastamento por não ser parte no processo que investiga fraudes envolvendo o Banco Master.
A Polícia Federal não confirma ter oficialmente solicitado a suspeição. A informação de que a corporação encontrou menções ao nome de Toffoli no celular de Daniel Vorcaro foi publicada pelo portal UOL. O material foi entregue a Fachin na 2ª feira (9.fev), em reunião no STF. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, participou do encontro. A pauta registrada na agenda oficial foi “fluxo processual ordinário”.
O Planalto afirma que a reunião depois do entrame faz parte do diálogo regular entre o chefe do Executivo e o procurador-geral da República.
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