O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), é alvo de 10 pedidos de impeachment no Senado. O partido Novo anunciou na 5ª feira (12.fev.2026) que vai entrar com mais uma solicitação. Do total de requerimentos registrados, 3 citam o caso do Banco Master como principal motivação.
A abertura do processo de impeachment de ministros do STF depende de decisão do presidente do Senado. É permitida pela Constituição, mas seria inédito no Brasil. O pedido pode ser apresentado por qualquer pessoa. Os 3 últimos, de janeiro e fevereiro de 2026, foram apresentados pela sociedade civil –todos relacionados ao Master.
O pedido do Novo foi criado depois que a Polícia Federal encontrou menções a Toffoli no celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O conteúdo apreendido, segundo informações reveladas pelo portal UOL, traz conversas entre o proprietário da instituição e o ministro.
Desde 2015, outros 16 pedidos de impeachment contra Toffoli foram arquivados.
CASO BANCO MASTER
O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso do Banco Master na noite de 5ª feira (12.fev.2026). O magistrado mantinha a posição de que não havia motivo para se declarar impedido de julgar o processo principal sob sua relatoria. O processo investiga principalmente a tentativa de compra da instituição pelo BRB (Banco de Brasília).
A decisão foi tomada depois de reunião fechada com demais integrantes da Corte no gabinete do presidente Edson Fachin. Os 10 ministros afirmaram em nota que acolhem “comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição”.
Depois do encontro, um novo sorteio definiu que o ministro André Mendonça passa a conduzir as investigações como relator.
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