A senadora Tereza Cristina (PP-MS) contestou a nota emitida pelos presidentes partidários Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda (União Brasil) em apoio ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli. A congressista se manifestou na 6ª feira (13.fev.2026) depois que os líderes da federação União Progressista defenderam o magistrado –que deixou a relatoria do inquérito sobre o Banco Master.
Rueda e Ciro Nogueira assinaram o comunicado publicado nas plataformas digitais da federação. No texto, expressaram preocupação “com as narrativas que querem colocar a opinião pública contra o ministro Dias Toffoli”. A bancada do PP no Senado divulgou comunicado informando que a posição expressa pela federação não foi previamente discutida com os senadores do partido.
“A bancada do Progressistas no Senado Federal informa que a posição expressa em nota divulgada pela Federação União Progressista não foi previamente debatida nem contou com a anuência desta bancada – portanto não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP”, afirmou Tereza, em nota.

O grupo disse que a nota não teve a anuência da bancada e, por isso, não representa o posicionamento dos senadores do PP.
A manifestação dos líderes partidários se deu depois que Toffoli se afastou da relatoria do caso que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master. Com sua saída, o ministro do STF André Mendonça foi designado como novo relator do processo.
MASTER E STF
André Mendonça assumiu na 5ª feira (12.fev.2026) a relatoria das investigações sobre fraudes no Banco Master. O novo relator foi sorteado após Toffoli pedir para sair da relatoria do caso.
O ministro tinha 8 votos a seu favor para permanecer no caso. Só Edson Fachin e Cármen Lúcia sinalizavam ser contrários. Mas prevaleceu sugestão de Flávio Dino para uma nota pública com todos apoiando Toffoli e uma troca na relatoria da investigação.
A decisão se deu depois de uma reunião entre os ministros que durou cerca de 3 horas. O presidente do Tribunal recebeu da Polícia Federal o relatório de apurações e decidiu apresentar o conteúdo para todos os ministros.
Toffoli era o relator de uma das apurações relacionadas ao Banco Master no STF, que trata principalmente da tentativa de compra da instituição pelo BRB (Banco de Brasília).
O caso chegou ao Supremo por envolver autoridades com prerrogativa de foro: na operação Compliance Zero, que investiga o Master, foi encontrado pela Polícia Federal um envelope com o nome do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) em um endereço ligado a Vorcaro.
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