Tem gente que nasce com o mundo abrindo portas.
E tem gente que aprende, desde cedo, a empurrar portões fechados com a força do próprio peito.
O Birobiro é assim.
Menino ainda, fez da rua sua aliada. Não por escolha bonita, mas por necessidade dura. Como flanelinha, ele corria atrás do dia, levantava a “intera” com honestidade e coragem — e levava pra casa mais do que dinheiro: levava alívio. Levava esperança. Levava respeito por aquela mãozinha que, sozinha, virou “pai e mãe” dentro de um lar marcado pela ausência do genitor… ausência essa que até hoje ele pranteia em silêncio, no fundo do coração.
E quem conhece o Birobiro sabe: essa falta nunca virou ódio.
Virou busca.
É comum ver ele postando a foto do pai, como quem acende uma vela no tempo, tentando encontrar um rastro, uma pista, um sinal… qualquer coisa que reconecte esse “elo perdido” que a vida arrancou sem pedir licença. E isso, por si só, já diz muito sobre ele: o Birobiro venceu o mundo, mas não perdeu a sensibilidade. Cresceu por fora, mas continuou humano por dentro.
Hoje, adulto, realizado e respeitado, ele é prova viva de que a dignidade não depende do ponto de partida, e sim da força de chegada. Com esforço, suor e talento, se tornou o empresário gráfico e criativo mais respeitado do Estado do Amapá no segmento da produção visual. Um nome que inspira confiança. Um profissional que entrega excelência. Um homem que construiu história.
E o mais bonito: sem perder a ternura.
Porque mesmo com tantas conquistas, o Birobiro não aprendeu a ser frio. Ele divide o coração com quem tem afeto por ele. Faz questão de lembrar de onde veio. Estende a mão sem fazer barulho. Se alegra com a vitória dos outros. Carrega uma grandeza que não grita — ela apenas aparece.
Eu me sinto um sortudo.
Sortudo por ter como amigo-irmão alguém com uma história tão linda, tão profunda e tão verdadeira. Essas amizades são raras. São daquelas que a vida dá como presente pra gente nunca esquecer que ainda vale a pena acreditar nas pessoas.
E hoje, minha homenagem é simples, mas é inteira:
Birobiro, que todos os elos se encontrem.
Que a vida te entregue respostas.
Que seu coração, tão forte, seja também acolhido.
E que essa nova empreitada em Oiapoque — onde começa o Brasil e onde começa mais um pedaço do teu sonho grande — seja só o início de um novo tempo: de ainda mais sucesso, luz, prosperidade e paz.
Você é gigante.
E quem te ama, se orgulha de você
O post BIROBIRO — O MENINO DA RUA QUE VIROU GIGANTE apareceu primeiro em A Gazeta do Amapá.
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