O comissário da polícia de Hong Kong, Joe Chow Yat-ming, afirmou neste domingo (15.fev.2026) que o departamento de policiamento na região pretende adotar tecnologia de reconhecimento facial em sua rede pública de câmeras de vigilância ainda em 2026 ou, no máximo, em 2027.
Hong Kong já conta com cerca de 11.000 câmeras instaladas por diferentes órgãos públicos. O plano oficial planeja alcançar 60.000 equipamentos até 2028 e chegar a 66.500 até 2031. A medida faz parte da expansão do sistema SmartView –plataforma que integra câmeras de circuito fechado espalhadas pela cidade–, afirmou em entrevista a jornalistas locais.
“Espero que possamos introduzir a tecnologia de reconhecimento facial em um futuro próximo. Não posso afirmar com certeza se isso acontecerá este ano, mas, é claro, espero que sim. Caso contrário, espero que seja no próximo ano”, disse.
O governo propôs destinar HK$ 4 bilhões (cerca de US$ 511 milhões) para ampliar o programa, incluindo a instalação de milhares de novas câmeras e o desenvolvimento de ferramentas de análise de vídeo baseadas em inteligência artificial.
Segundo Chow, o reconhecimento facial será usado para identificar suspeitos, localizar pessoas desaparecidas e emitir alertas automáticos quando houver correspondência com indivíduos procurados. Ele afirmou que a implementação dependerá da superação de desafios técnicos e legais, além do nível de aceitação pública.
“Estamos trabalhando na adaptabilidade dos nossos colegas e o nível de aceitação por parte do público e o quadro legal”, disse.
A polícia também negocia a integração de câmeras de shopping centers considerados estratégicos e com grande circulação de pessoas. Operadores privados teriam sinalizado apoio à iniciativa.
O projeto ocorre em um contexto de fortalecimento dos mecanismos de segurança na cidade. O chefe da polícia disse que diversas jurisdições ao redor do mundo já utilizam reconhecimento facial para prevenção e investigação de crimes.
Hong Kong sediará ainda neste ano a reunião anual da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal, em português), o que, segundo as autoridades, reforça a importância de modernizar a infraestrutura de segurança.
A adoção da tecnologia dependerá da conclusão dos ajustes jurídicos e técnicos atualmente em análise pelo governo.
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