O volume de vendas no comércio varejista recuou em grande parte do país na passagem de novembro para dezembro de 2025, e Roraima esteve entre os estados com maior retração. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o estado apresentou queda de 6,4% no período, acompanhando o movimento negativo observado em 22 das 27 unidades da federação.
Entre os estados com maior recuo mensal também aparecem Rondônia, com redução de 10,2%, e Espírito Santo, com queda de 5,9%. Em contrapartida, cinco estados registraram crescimento, com destaque para Rio de Janeiro (1,9%), Bahia (1,8%) e Distrito Federal (1,6%).
Comércio ampliado também recua
No comércio varejista ampliado — que inclui setores como veículos e materiais de construção — o cenário foi semelhante. Entre novembro e dezembro, 23 estados apresentaram resultados negativos. Em Roraima, a queda foi de 5,1%, novamente colocando o estado entre os destaques de retração, ao lado de Rondônia (-7,6%) e Paraíba (-5,3%).
Mesmo com o recuo, quatro unidades da federação tiveram desempenho positivo nesse indicador, com destaque para Rio de Janeiro (1,9%), Bahia (1,3%) e Distrito Federal (0,6%).
Comparação anual mostra cenário diferente
Apesar da retração mensal, a comparação com dezembro de 2024 revela um panorama mais favorável em grande parte do país. O comércio varejista nacional avançou 2,3% na comparação anual, com crescimento em 23 estados.
Os maiores resultados foram registrados no Amapá (15,6%), Bahia (8,0%) e Santa Catarina (7,4%). No entanto, Roraima apresentou queda de 2,4% no período, ficando entre os quatro estados com resultado negativo, ao lado de Amazonas (-1,5%) e Pará (-0,7%).
Resultado ampliado reforça tendência
No varejo ampliado, a comparação anual também foi positiva na maioria das unidades da federação, com crescimento em 21 estados. Os destaques foram Amapá (16,1%), Espírito Santo (8,1%) e Mato Grosso do Sul (8,0%). Já os resultados negativos ficaram concentrados em estados como Piauí (-3,7%), Rio Grande do Sul (-1,0%) e São Paulo (-0,7%).
Impactos regionais e desafios
Especialistas apontam que fatores como inflação, juros elevados, renda das famílias e nível de emprego influenciam diretamente o consumo. No caso de Roraima, a dinâmica econômica regional, a dependência de setores específicos e o custo de vida também contribuem para oscilações mais intensas no comércio.
Apesar do recuo no curto prazo, a expectativa do setor é de recuperação gradual, impulsionada por programas de renda, geração de empregos e retomada da confiança do consumidor ao longo de 2026.
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