A Acadêmicos de Niterói, escola de samba da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, fez sua estréia no Grupo Especial do Carnaval carioca abrindo o primeiro dia de desfiles, neste domingo, 16, com enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que relembra a trajetória do presidente Lula.
A letra do samba é uma narração da mãe do presidente, Eurídice Ferreira de Mello, Dona Lindu, sobre a vida de Luiz Inácio Lula da Silva desde 1952. Mãe de oito filhos, ela conta sobre a viagem em um caminhão “pau-de-arara” de Garanhuns, no Agreste pernambucano, até chegar à periferia de Guarujá, no litoral paulista. A letra faz, ainda, uma projeção do que Lula se tornaria no futuro, citando o período da Ditadura Militar até implementar políticas sociais após vencer eleição para presidente.
Diversos nomes da classe artísticas participaram dos desfiles e representaram os personagens da história. O ator e humorista Paulo Vieira entrou na avenida para lembrar Lula nos tempos de líder sindical, a atriz Dira Paes representou Dona Lindu e Juliana Baroni relembrou a segunda esposa de Lula, Dona Marisa Letícia, que ela já havia representado no filme “Lula, o Filho do Brasil”, de 2009, dos diretores Fábio Barreto, Marcelo Santiago.
“Eu acho que tem um propósito muito grande que é homenagear as mães do Brasil, que são o alicerce da nossa sociedade. Eu fazendo pesquisa para ‘Três Graças’, que é a novela que eu estou fazendo, eu vi como o alicerce da sociedade é a mulher. Então, eu acho muito importante eu estar aqui representando não só Dona Lindu, mas todas as mães do Brasil que foram pioneiras, que migraram, que construíram sua primeira casa, e que agora as filhas, as netas e as bisnetas moram nessa casa”, disse Dira, fazendo referência à sua personagem Lígia Maria das Graças no folhetim de Aguinaldo Silva, atualmente no ar em horário nobre da Globo.
“O samba da Acadêmicos de Niterói é Dona Lindu contando sobre seu filho, contando o que ela fez e ela projetando esse futuro, dizendo ‘e hoje, meu filho, eu vejo que a sua voz ecoa pelo mundo’. E quais são as lições de Dona Lindu? Resistência, coragem, determinação, comunicação, força. Teve uma frase muito linda que ele fala assim: ‘minha mãe é a mulher mais importante da minha vida’. Todo homem precisa de uma mulher, até o presidente”, completa ela.
Dona Lindu faleceu em 12 de maio de 1980 e Lula foi eleito para o seu primeiro mandato 23 anos depois, em 2003.
Ao celebrar poder representar novamente Dona Marisa Letícia, Juliana Baroni falou da importância da ex-primeira-dama. “Eu fiz esse papel de Dona Marisa Letícia no filme ‘Lula, o Filho do Brasil’ em 2009, um filme do Fábio Barreto, que também já nos deixou. Então, é uma homenagem dupla: ao Fábio e a Dona Marisa. E ao cinema nacional, né, daqui um mês tem Brasil no Oscar, então estou aqui representando a cultura Brasileira, além de tudo. Foi um convite irrecusável, faz doze anos que eu não piso na Marquês de Sapucaí, essa homenagem a Marisa, merece”, relembrou.
“Ela viveu 43 anos ao lado do presidente Lula, durante oito anos ela foi a primeira-dama do Brasil, uma primeira-dama que em alguns momentos sofreu até preconceito de classe por ser uma mulher simples, mas, dentro de casa, quem mandava era ela, uma mulher guerreira. Eu estou aqui representando, pedi licença para ela, e estou aqui segurando o bastão dessa mulher forte que ajudou Lula a construir essa trajetória bonita”, destacou a atriz.
Bolsonaro representado pelo palhaço Bozo
Sem empregar elementos que caracterizassem a pessoa de Jair Bolsonaro (PL), mas valendo-se que um deboche popular que utiliza o palhaço Bozo como referência ao ex-presidente, a agremiação contou com o personagem fictício em dois momentos na avenida para representar o antecessor de Lula. E em ambas situações o palhaço aparece preso, condição atual do antigo chefe do executivo.
Em um carro, um integrante da escola está vestido como o personagem infantil da televisão, enquanto se debate nas grades. Em outro, um boneco gigante está encarcerado, usando tornozeleira eletrônica e roupas listradas, vestimenta comumente empregada para representar presidiários na ficção.
Fonte: Isto É
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