Deputado do PL defende porte de arma para trans: “Sobrevivência”

O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), integrante da Frente Parlamentar da Segurança Pública, protocolou o PL (Projeto de Lei) 422 de 2026 que autoriza o porte de arma para pessoas trans. A proposta altera o Estatuto do Desarmamento para incluir regra específica sobre o tema. O texto considera como pessoa transexual quem assim se autodeclarar, sendo suficiente a autodeclaração para fins de enquadramento na norma. Leia o projeto na íntegra (PDF – 115 KB).

Ao Poder360, o deputado afirmou que o projeto busca estimular o debate sobre o uso legal de armas. “Se a comunidade trans é tão afetada pela violência como eles semanalmente provocam, o porte de armas para eles é um direito fundamental, é uma questão de sobrevivência”, declarou.

Bilynskyj disse que o direito à defesa é o princípio básico de qualquer democracia. Segundo ele, o Estado não consegue garantir a segurança de todos os cidadãos, o que explicaria, em sua avaliação, os altos índices de violência no Brasil.

O deputado também afirmou que a restrição ao uso legal de armas por civis é característica de regimes que concentram poder no Estado. “Convido aqueles que têm algum preconceito a refletirem, com este projeto, e que possamos caminhar para um Brasil mais seguro e com liberdade para o cidadão”, disse.

Na justificativa do projeto, o congressista afirma que, apesar de o atual governo se apresentar como defensor da população transexual e travesti, os indicadores de violência letal contra esse grupo permanecem elevados. O texto sustenta que a proteção anunciada não se traduziu em políticas públicas eficazes nem em mecanismos concretos de garantia do direito à vida.

A proposta não altera o sistema penal nem modifica competências institucionais. O projeto cria uma hipótese legal específica para concessão de porte de arma, sem flexibilizar regras de responsabilização.

BRASIL É LÍDER EM MORTES DE PESSOAS TRANS

O Brasil manteve, em 2025, o 1º lugar no ranking mundial de assassinatos de pessoas transexuais e travestis, com pelo menos 80 mortes registradas no ano. Os dados são da 9ª edição do “Dossiê: Assassinatos e Violências Contra Travestis e Transexuais Brasileiras”, elaborado pela Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) e lançado em 26 de janeiro de 2026.

O número representa uma queda de cerca de 34% em relação a 2024, quando foram registrados 122 crimes desse tipo. Apesar da redução, segundo a associação, o Brasil segue no topo do ranking, posição que ocupa há quase 18 anos quando comparado a outros países.

Os dados do dossiê foram obtidos por meio de monitoramento diário de notícias, relatos diretos feitos às organizações trans e registros públicos. 

Powered by WPeMatico

Related Posts

No “SBT”, prefeito de Salvador se confunde e dá parabéns à “Band”

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União-BA), confundiu-se ao vivo nesta 3ª feira (17.fev.2026) durante a transmissão da TV Aratu, afiliada do SBT. Ao vivo, afirmou que a melhor cobertura do…

Candidatos anti-Lula ao Planalto reclamam de desfile na Sapucaí

Políticos cotados para disputar a Presidência da República e de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usaram seus perfis nas redes sociais na 2ª feira (16.fev.2026) e…

You Missed

No “SBT”, prefeito de Salvador se confunde e dá parabéns à “Band”

Candidatos anti-Lula ao Planalto reclamam de desfile na Sapucaí

Candidatos anti-Lula ao Planalto reclamam de desfile na Sapucaí

Saiba quem são os suspeitos de vazar dados sigilosos do STF

Ex-ministro de Bolsonaro posta vídeo distribuindo adesivos de Flávio

Pedro Sampaio encerra Orla Folia e arrasta multidão em Macapá

Pedro Sampaio encerra Orla Folia e arrasta multidão em Macapá

Escolas de samba do RJ recebem ao menos R$ 123,6 mi de verba pública