O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi cobrado por uma moradora durante um compromisso em Ubá na 4ª feira (25.fev.2026). A mulher questionou a ausência de caminhão-pipa e de apoio imediato às famílias afetadas pelos temporais. “Cadê o caminhão-pipa? Cadê a ajuda?”, perguntou.
Pelas imagens, Zema parecia participar de alguma gravação e não respondeu ao questionamento da mulher. Moradores relatam demora no envio de mantimentos e no restabelecimento do abastecimento de água. Ubá está entre as cidades atingidas por fortes chuvas nos últimos dias, com registro de 6 mortes, danos estruturais e prejuízos materiais em diferentes bairros.
Assista ao vídeo (40s):
GRANDE DIA! Moradora de Ubá, cidade vítima das enchentes em Minas Gerais, se revolta e desmascara o governador bolsonarista Romeu Zema após ele reduzir a verba de combate às chuvas. E disse na cara dele: “Vem limpinho aqui para fazer política? Aqui, não!” pic.twitter.com/KEHIKXqyjf
— Celso Pansera (@celsopansera) February 26, 2026
Dados do Portal da Transparência indicam que os recursos estaduais para ações de combate e resposta a danos causados por chuvas passaram de R$ 134,8 milhões em 2023 para R$ 41,1 milhões em 2024 e R$ 5,8 milhões em 2025. Nos 2 primeiros meses de 2026, foram destinados R$ 16.100 na rubrica específica. A variação de 2023 e 2025 representa queda de 95,6%.
O governo de Minas contestou o levantamento e disse que não houve redução nos investimentos em prevenção. Segundo o Executivo, os aportes médios anuais aumentaram 170% em relação ao último ano da gestão anterior. A administração estadual disse ter aplicado R$ 1,9 bilhão em 2025 em ações de prevenção a desastres, considerando diferentes programas orçamentários. De acordo com o governo, o montante inclui medidas de proteção contra diversos tipos de eventos, como chuvas e alagamentos.
Zema afirmou no X que o cálculo que aponta queda de investimentos decorre de reclassificações contábeis ao longo do tempo e de interpretação inadequada dos dados públicos. O governador também declarou que municípios têm responsabilidade legal por fiscalizar construções irregulares e executar obras de contenção, conforme a Lei nº 12.608/2012.

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