Um ataque com drone atingiu uma instalação militar do Reino Unido em Acrotíri, no Chipre, na madrugada desta 2ª feira (2.mar.2026). Autoridades cipriotas e britânicas disseram que um drone iraniano atingiu uma pista da base aérea britânica da Força Aérea Real, mas não deixou vítimas e causou danos limitados. As informações são da agência de notícias Reuters.
O presidente do Chipre, Nikos Christodoulides (independente), disse que a base foi atingida por um drone Shahed não tripulado, desenvolvido e fabricado no Irã. A base teria sido alvo de 2 drones, mas 1 deles foi interceptado.
O presidente também declarou que as autoridades estão em alerta máximo e que o país não está envolvido em operações militares na região. “Quero deixar claro: nosso país não participa de forma alguma e não pretende fazer parte de nenhuma operação militar”, disse Christodoulides em um comunicado.
O Reino Unido havia deslocado recursos aéreos para Acrotíri em antecipação a uma ação dos Estados Unidos contra o Irã nas semanas anteriores, embora tenha declarado que as bases britânicas não seriam utilizadas.
No domingo (1º.mar), porém, o primeiro-ministro Keir Starmer declarou que o Reino Unido aceitou um pedido dos EUA para usar suas bases em ataques defensivos contra mísseis iranianos.
A ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, disse que os EUA não solicitaram acesso à base aérea de Acrotíri.
Até o momento, não há informação de onde o drone foi disparado. Duas fontes, falando sob condição de anonimato, disseram à Reuters que as bases britânicas interceptaram um 2º drone, mas uma das fontes afirmou posteriormente que se tratava de “apenas 1 drone”.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou na rede social X que conversou com o presidente do Chipre sobre o incidente isolado envolvendo um veículo aéreo não tripulado que teve como alvo a base britânica em Acrotíri.
“Embora a República de Chipre não fosse o alvo, quero deixar claro: estamos coletivamente, firmemente e inequivocamente ao lado dos nossos Estados Membros diante de qualquer ameaça”, afirmou von der Leyen.

ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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