O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta 4ª feira (4.mar.2026) uma resolução que buscava limitar os poderes de guerra do presidente Donald Trump (Republicano) contra o Irã. Por 53 votos a 47, a maioria republicana barrou a proposta bipartidária que exigia que qualquer hostilidade militar contra o território iraniano fosse previamente autorizada pelo Congresso.
A votação seguiu majoritariamente as linhas partidárias. Os defensores da medida argumentavam que era necessário retomar a responsabilidade constitucional do Legislativo de declarar guerra. Em contrapartida, os republicanos afirmaram que a ação de Trump é legal e está dentro de suas atribuições como chefe supremo das Forças Armadas para proteger os EUA, acusando a resolução de colocar as tropas norte-americanas em perigo.
ESTRUTURA MILITAR
O senador republicano Jim Risch (Idaho), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, minimizou os temores de um conflito prolongado. “Essa não é uma guerra eterna; na realidade, nem chega perto disso. Isso vai acabar muito rapidamente”, disse durante o debate.
Já o líder democrata Chuck Schumer (Nova York) criticou a posição do governo, afirmando que Trump “levou a América a mais uma guerra que a maioria dos norte-americanos rejeita ferozmente”. Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada no domingo (1.mar) indicou que só 1 em cada 4 norte-americanos aprova os ataques ao Irã.
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos deve votar uma resolução semelhante nesta 5ª feira (5.mar).
O presidente da Câmara, Mike Johnson (republicano), antecipou que há votos para derrotar a medida, classificando-a como uma tentativa “perigosa” de impedir a missão do comandante das Forças Armadas. Mesmo se aprovada em ambas as Casas, a resolução enfrentaria um provável veto presidencial, que exigiria uma maioria de 2/3 no Congresso para ser derrubado.
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