O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse na 5ª feira (12.mar.2026) acreditar que o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, cujo pai –o aiatolá Ali Khamenei– foi morto no 1º dia da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, está vivo, mas “debilitado”.
Mojtaba Khamenei não aparece publicamente desde o início do conflito em 28 de fevereiro, quando foi ferido. Seus primeiros comentários foram lidos por uma apresentadora da emissora estatal na 5ª feira (12.mar). Em comunicado por escrito, disse que o bloqueio do estreito de Ormuz é uma alavanca necessária contra o que chamou de “agressões” dos EUA e de Israel.
“Acho que ele provavelmente está [vivo]. Acho que ele está debilitado, mas que provavelmente está vivo de alguma forma, sabe?”, disse Trump em entrevista ao programa “The Brian Kilmeade Show”, da Fox News, exibido na noite de 5ª feira (12.mar).
Yousef Pezeshkian, filho do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, falou sobre o assunto em uma publicação no Telegram na 3ª feira (10.mar). “Soube que o Sr. Mojtaba havia se ferido. Perguntei a amigos que estavam em contato com ele. Disseram que, pela graça de Deus, estavam bem e que não havia nenhum problema”, declarou.
Já o The New York Times ouviu 3 funcionários iranianos que disseram ter recebido informações de autoridades mais graduadas do governo. Segundo eles, Mojtaba teria sofrido ferimentos, inclusive nas pernas, mas estava consciente e abrigado em um local com segurança máxima e comunicação limitada.
Outra razão para a ausência de comunicação do novo líder supremo iraniano seria justamente manter sua localização em segredo, por motivos de segurança. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que qualquer sucessor de Ali Khamenei seria um alvo.
Mojtaba Khamenei foi escolhido pelo Irã como novo líder supremo do país no domingo (8.mar) pela Assembleia de Peritos do Irã. O órgão é formado por 88 clérigos responsáveis por escolher a autoridade máxima da República Islâmica.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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