O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 70 anos, “apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios”, segundo boletim divulgado nesta 2ª feira (16.mar.2026). O documento afirma que o quadro é resultado da “resposta favorável à antibioticoterapia instituída”. Leia a íntegra (PDF – 165 kB).
O ex-chefe do Executivo está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital DF Star, em Brasília (DF), desde a última 6ª feira (13.mar), quando deixou a prisão na Papudinha após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral.
Segundo o boletim, Bolsonaro “segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora” e “não há previsão de alta da UTI neste momento”.
O documento foi assinado pelos médicos:
- Dr. Claudio Birolini – cirurgião geral;
- Dr. Leandro Echenique – cardiologista;
- Dr. Brasil Caiado – cardiologista;
- Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. – coordenador da UTI Geral;
- Dr. Allisson B. Barcelos Borges – diretor-geral.
QUADRO CLÍNICO DE BOLSONARO
Bolsonaro passou mal por volta das 2h de 6ª feira (13.mar), no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Esta é a 3ª pneumonia enfrentada pelo ex-presidente. Segundo médicos, é a mais severa até o momento.
Diante dos sintomas, uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que permanece de plantão no local, foi acionada para prestar o 1º atendimento. O médico Brasil Caiado avaliou Bolsonaro posteriormente e já suspeitou de pneumonia.
O ex-presidente chegou ao Hospital DF Star por volta das 8h50. Policiais da escolta cobriram com um pano o momento da transferência da ambulância para a unidade de saúde.
Ele passou por uma série de exames, incluindo tomografia do tórax e dos seios da face, exames laboratoriais e um painel viral para descartar outras possíveis infecções.
A tomografia indicou broncopneumonia bilateral, mais acentuada no pulmão esquerdo. O tratamento foi iniciado imediatamente com antibióticos administrados por via intravenosa. Dois medicamentos foram utilizados de forma preventiva e terapêutica.
Depois do início da medicação, Bolsonaro apresentou pequena melhora, mas ainda relatava enjoo, dor de cabeça e dores musculares típicas de um quadro infeccioso.
HISTÓRICO DE SAÚDE
Desde que foi esfaqueado durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou por 14 cirurgias. Do total, 10 estão diretamente relacionadas a sequelas provocadas pelo ferimento abdominal e por complicações decorrentes de procedimentos posteriores.
O ex-presidente sofre com soluço refratário, ou crônico, que pode causar refluxo com entrada de substâncias na via respiratória, como ocorreu na madrugada desta 6ª feira (13.mar.2026). As 3 cirurgias mais recentes foram realizadas nos dias 25, 27 e 29 de dezembro de 2025.
No Natal, foi realizado o procedimento chamado herniorrafia inguinal bilateral, indicado para corrigir duas hérnias na região da virilha — uma do lado direito e outra do esquerdo.
A 2ª e a 3ª cirurgias foram realizadas para bloquear o nervo frênico, respectivamente o direito e o esquerdo, com o objetivo de reduzir os episódios de soluço.

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