O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, disse haver um equívoco dos empresários que reagem contra o fim da escala 6 x 1. A proposta é uma das principais bandeiras da esquerda e do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Essa é uma proposta de justiça. E também acho que o empresariado muitas vezes se equivoca”, afirmou Edinho ao Poder360 na 3ª feira (17.mar.2026).
Assista à entrevista (33min37s):
O dirigente petista defendeu aumentar a base de consumo com mais pessoas empregadas para enfrentar o que chama de crise de excesso de produção no mundo. Também disse ser necessário que as trabalhadoras tenham mais tempo para passar com a família.
“A mulher trabalhadora tem que ter o direito, tem que ter o tempo para cuidar dos seus filhos, da sua família, para estudar, para cuidar da sua saúde, da sua saúde mental, da sua autoestima. Isso é um direito da trabalhadora. É um direito do trabalhador ter direito ao lazer, ter direito também a fazer um curso, a melhorar a sua formação, a ter mais tempo com a sua família. Isso já justifica a redução da jornada de trabalho”, declarou.
Há uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o tema que tramita no Congresso. Na tentativa de dar celeridade ao assunto, o Planalto disse que enviaria um PL (projeto de lei) depois do Carnaval em regime de urgência –com prazo de até 45 dias para o Legislativo votar.
Eis outros temas abordados por Edinho e o que ele disse:
- reforma do IR – “Essa medida não foi tomada por efeito eleitoral, foi tomada para fazer justiça tributária no Brasil. […] Essas medidas serão incorporadas no cotidiano do trabalhador”;
- Janja – “Muitas vezes, ouço críticas à Janja porque ninguém conhece a história dela. Janja milita no PT desde a sua adolescência. Então, ela é uma militante e acho que o Brasil está começando a entender isso, que ela não é aquele modelo de primeira-dama tradicional. […] Ela é uma liderança”;
- mudanças institucionais – “É inegável que nós vivenciamos um ambiente de desgaste da relação sociedade civil e Estado. Temos que aprimorar o funcionamento das nossas instituições. Então, temos que fazer reformas”;
- 3ª via – “Há muito pouco espaço para a 3ª via, infelizmente. O ideal seria que nós tivéssemos vários candidatos, com várias propostas, e o povo brasileiro pudesse escolher qual é a melhor proposta, mas eu não acho que esse é o cenário das eleições de 2026. Numa sociedade ainda polarizada, a tendência é que as demais candidaturas percam força”;
- caciques do PT – “A volta de Zé Dirceu na Câmara, a volta de João Paulo [Cunha] também, que vai disputar eleição em São Paulo, são ganhos. Porque são lideranças experientes, que já vivenciaram problemas importantes da vida brasileira e cumpriram papéis importantes. […] Agrega muito à capacidade de debate”;
- sucessão de Lula – “O sucessor de Lula é o PT. Se o PT estiver forte, com uma agenda que dialogue com os problemas do povo brasileiro, portanto, esteja em sintonia com o povo brasileiro. Se o PT modernizar sua estrutura de funcionamento de acordo com os desafios do século 21, se o PT tiver presença na vida real do povo brasileiro… Sempre digo que a liderança, a gente constrói”.
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