O Brasil se mantém no 2º lugar do ranking global de juros reais (quando é descontada a inflação). A taxa projetada em 12 meses subiu de 9,23% na última reunião de março para 9,50% –alta de 0,27 p.p (ponto percentual). Com isso, o Brasil segue nesta posição pela 8ª vez seguida.
Os juros reais são calculados ajustando os juros nominais pela inflação —ou seja, descontando o efeito da alta de preços. Eles mostram o ganho (ou custo) efetivo do dinheiro em termos de poder de compra.
Só a Turquia (10,38%) tem maior juro real que o Brasil. Países de economia emergente, como Rússia, Argentina, México e África do Sul têm taxas inferiores à brasileira. O levantamento foi feito por Jason Vieira, economista-chefe da consultoria Lev DTVM. Eis a íntegra (PDF – 475 kB) do documento.

Nesta 4ª feira (18.mar.2026), o Copom (Comitê de Política Monetária) cortou a Selic em 0,25 p.p, para 14,75% ao ano. As taxas projetadas levam em conta a decisão do colegiado do BC (Banco Central).
JUROS NOMINAIS
O Brasil segue na 4ª posição no ranking de maiores juros nominais (que não descontam do cálculo a inflação), com a Selic em 14,75%.
O juro-base brasileiro é menor que o da Turquia, da Argentina e Rússia.

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