O 1º dia do LRCAP 2026 (Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência) terminou com a contratação de 18,98 GW (gigawatts) em capacidade de geração elétrica. Ao todo, 100 empreendimentos foram vencedores no certame realizado na 4ª feira (18.mar).
Segundo a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), o leilão deve destravar R$ 64,5 bilhões em investimentos. O preço médio negociado foi de R$ 2,33 milhões por megawatt ao ano.
O nível de deságio –desconto em relação ao preço inicial– foi considerado baixo, com média de 5,5%. A rodada com entrega em 2031 registrou o maior deságio, de 13,6%.
Entre as empresas com maior número de contratos estão Eneva, Petrobras, J&F e Copel. Também aparecem grupos como Engie, SPIC, Karpowership e New Fortress Energy.
Os contratos estabelecem entrega de potência de 2026 a 2031, divididas em diferentes rodadas. A última etapa do leilão será realizada na 6ª feira (20.mar), com foco em usinas movidas a óleo e biodiesel.
Do total contratado, 46% virão de novas usinas termelétricas, enquanto 40% correspondem à recontratação de plantas já existentes. Outros 13% são de projetos de ampliação de hidrelétricas. Entre as térmicas, a ampla maioria utilizará gás natural, além de empreendimentos a carvão mineral e biometano.
O leilão é um mecanismo usado pelo governo para garantir que o país tenha usinas disponíveis para gerar energia em momentos de maior demanda ou escassez hídrica. Diferentemente dos leilões tradicionais, o pagamento é pela disponibilidade da usina –e não apenas pela energia efetivamente gerada.
João Paulo Pessoa, advogado especialista em infraestrutura e sócio do Toledo Marchetti Advogados, afirmou que o remate teve papel estratégico para colaborar com a segurança energética do país e que toda a cadeia produtiva do setor irá se beneficiar.
“Vai garantir o suprimento de energia em situações de escassez hidrológica ou de redução de disponibilidade de geração de energia renovável, que se caracterizam como fontes intermitentes na nossa matriz”, afirmou ao Poder360.
Para o sócio do Machado Meyer Advogados, Paulo Machado, o remate tende a acelerar o mercado no sentido de contratação de equipamentos, “principalmente em financiamento, contratação, desenvolvimento de projetos e questões acessórias aqui essas contratações”.
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