O Sistema Cantareira encerrou o verão com 42,7% de sua capacidade, segundo dados divulgados na 5ª feira (19.mar.2026) pela Sabesp. O reservatório abastece cerca de metade dos domicílios da região metropolitana de São Paulo. O percentual é o mais baixo registrado para o período em 10 anos.
O nível do Cantareira vem caindo desde 2023. Naquele ano, o sistema encerrou o verão com 79,6% da capacidade. Em 2024, o índice foi de 76,7%. Em 2025, caiu para 58,9%.
A redução também afeta o Sistema Integrado Metropolitano, que reúne 7 mananciais responsáveis pelo abastecimento da região metropolitana. O conjunto operava com 55,7% do volume total na mesma data.
Diante do cenário, a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) decidiu manter a redução da pressão da água na rede da região metropolitana. A medida vale diariamente por 10 horas, das 19h às 5h, e está em vigor desde agosto de 2025.
Segundo a Sabesp, a ação já economizou cerca de 103 bilhões de litros de água.
A recuperação dos reservatórios tende a ser limitada nos próximos meses. O outono e o inverno costumam registrar menor volume de chuvas na região. Por isso, os níveis podem permanecer baixos até o retorno das precipitações mais intensas, geralmente de outubro a novembro.
Em cenário de pressão sobre os mananciais, a Sabesp anunciou a antecipação de R$ 7,8 bilhões em obras após a desestatização da companhia. O pacote inclui ampliação de sistemas produtores, novas adutoras e interligações entre reservatórios. O objetivo é aumentar a resiliência hídrica da região metropolitana.
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