O Departamento de Guerra dos Estados Unidos teve parte da política de credenciamento de imprensa derrubada pela Justiça norte-americana. A decisão foi anunciada na 6ª feira (20.mar.2026) pela Justiça Distrital norte-americana. O juiz Paul L. Friedman determinou que a norma violava a 1ª e a 5ª Emendas da Constituição dos EUA. A ação judicial foi movida pelo jornal The New York Times.
O Pentágono estabeleceu controles que limitavam as informações publicadas por repórteres. A norma exigia que jornalistas assinassem um documento concordando que qualquer informação obtida deveria ser aprovada pelo departamento antes da divulgação. A política havia sido implementada em outubro de 2024.
A exigência valia mesmo para dados não classificados como sigilosos. Profissionais que se recusaram a assinar foram impedidos de ter acesso diário ao prédio.
O juiz derrubou uma restrição que indicava que repórteres que “solicitassem” informações sensíveis poderiam ser barrados do Pentágono por representarem riscos de segurança. O magistrado também vetou a parte da norma que classificava o acesso ao departamento como um “privilégio” e não um “direito”. Algumas restrições foram mantidas em vigor. A informação é da BBC.
O Departamento de Guerra argumentou que tentava proteger a segurança nacional. O departamento alegou que buscava impedir que funcionários vazassem ilegalmente informações sensíveis. O Pentágono afirmou que a política não exigia que jornalistas submetessem suas matérias à aprovação militar.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, escreveu no X que “discorda” da decisão e está buscando uma “apelação imediata”.

O juiz Friedman manteve algumas restrições, incluindo a exigência de que repórteres tenham escolta ao acessar algumas partes do edifício.
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