A Polícia Federal investiga o furto de material biológico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista, caso divulgado pela PF após a prisão em flagrante da professora Soledad Palameta Miller, na 2ª feira (23.mar.2026).
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o marido dela, Michael Edward Miller, também é alvo de apuração, e uma aluna ajudou no furto do material, que foi exposto a outras pessoas.
O episódio teve início em fevereiro, quando a Unicamp identificou o desaparecimento de materiais de pesquisa e acionou a PF e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A universidade informou que não divulgaria detalhes sobre o conteúdo furtado para não comprometer as investigações e destacou a gravidade do caso por envolver patrimônio científico.
Como medida preventiva, os laboratórios de pesquisa do Instituto de Biologia foram interditados temporariamente. As atividades de graduação e os laboratórios de ensino seguiram funcionando normalmente.
Na 2ª feira (23.mar), a PF instaurou inquérito e prendeu a docente em flagrante. Foram cumpridos 2 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas. O material apreendido foi localizado e encaminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise, com apoio técnico da Anvisa.
A professora argentina foi liberada na 3ª feira (24.mar), após decisão da Justiça Federal que concedeu liberdade provisória. A defesa afirmou, em nota ao Estadão, que não comentaria o caso publicamente em razão do sigilo processual e que as manifestações seriam feitas no âmbito judicial.
Segundo a PF, os investigados podem responder, conforme suas responsabilidades, por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado. As autoridades também apuram se houve produção, armazenamento ou transporte de OGMs sem autorização ou em desacordo com normas da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança).
Paralelamente, a Unicamp instaurou sindicância interna para apurar o caso. Em nota, a universidade declarou que colabora com as autoridades e que os envolvidos serão punidos conforme a legislação.
Com informações da Agência Brasil
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