O conflito entre EUA, Israel e Irã, que completa 1 mês neste sábado (28.mar.2026), causou um prejuízo gigante para o setor de turismo no Oriente Médio. A estimativa é de uma perda de US$ 600 milhões (R$ 3 bilhões, aproximadamente) por dia, segundo levantamento feito pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC, na sigla em inglês). Eis a íntegra do documento (PDF – 3 MB).
A queda se dá por 3 fatores principais:
- interrupções no tráfego aéreo;
- queda na confiança do viajante;
- redução da conectividade regional.
O impacto atinge principalmente os grandes hubs logísticos, como Dubai, Abu Dhabi, Doha e Bahrein, que juntos movimentam cerca de 526 mil passageiros por dia.
A projeção de gastos de visitantes internacionais para 2026 na região era de US$ 207 bilhões.
Segundo a consultoria Cirium, de 28 de fevereiro a 12 de março, mais de 49.000 voos de ou para o Oriente Médio foram cancelados, o que representa uma ameaça direta aos 5% das chegadas internacionais globais concentradas na área.
O impacto econômico se estende para além das fronteiras dos países em conflito, uma vez que o Oriente Médio responde por 14% do tráfego de trânsito internacional do planeta.
O bloqueio ou a insegurança nesses eixos cria um efeito cascata em companhias aéreas, redes hoteleiras e serviços de cruzeiro em escala global.
1 MÊS DE GUERRA
A guerra entre EUA, Israel e Irã completa 1 mês neste sábado (28.mar.2026). O conflito já deixou mais de 3.000 mortos e teve efeitos que vão além do campo militar, com impacto no abastecimento global de petróleo e no aumento do preço da commodity, no tráfego marítimo internacional e em infraestrutura crítica no Oriente Médio.
Ao todo, o conflito soma cerca de 37.000 vítimas, entre mortos e feridos. A maior parte concentrada em território iraniano, alvo da maior intensidade de ataques desde o início da ofensiva. Em termos proporcionais, isso significa que quase 3 em cada 4 vítimas estão no Irã –o equivalente a 73% do total.

A ofensiva atingiu sobretudo áreas urbanas e infraestrutura civil, ampliando o impacto humanitário. Ele aparece na escala da destruição. Ao longo de 1 mês, mais de 60.000 estruturas civis foram atingidas, sendo 54.000 unidades civis, 6.800 estabelecimentos comerciais e 241 unidades de saúde.

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