Emerge a manhã da neblina escultural.
Sobreviventes modulam a bandeira da paz,
é um grito sem eco disperso na imensidão,
enquanto mãos aflitas pedem um pedaço de pão
onde a estupidez semeou dor, agonia e aflição.
O tilintar das moedas é estranho ritual – brutal.
Roubam, saqueiam e submergem em retrocesso descomunal.
Um dia sonhamos com uma civilização civilizada…
Os poderosos; no entanto, vestiram-se com arrogância e ganância
trouxeram para o planeta a morte e o pranto na bandeja de Herodes.
Os impostores buscam terras raras para cavar tesouros.
A vida? A vida nada vale, o que vale são as minas, os ouros.
Vou escrever sem medos,
embora seja um mar de segredos.
Mergulhada na tulha de ledos e arremedos,
debulho em palavras este enredo,
a cantarolar breves sussurros logo cedo.
Cedo a vez e a voz aos sentimentos do degredo.
Refaço-me na elipse da espiral,
em voos e sobrevoos no espaço sideral,
avisto um mar de escolhos magistral.
E as vagas ondas vagas – abismal!
O post MAR DE SEGREDOS apareceu primeiro em A Gazeta do Amapá.
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