A dívida bruta do Brasil subiu para 79,2% do PIB (Produto Interno Bruto) em fevereiro. Em valores, corresponde a R$ 10,2 trilhões. A informação consta no relatório “Estatísticas Fiscais”, divulgado nesta 3ª feira (31.mar.2026) pelo Banco Central.
A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) compreende o governo federal, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e os governos regionais (estaduais e municipais). Eis a íntegra do documento do BC (PDF – 347 kB).

Segundo o BC, a relação dívida-PIB teve alta de 0,5 ponto percentual em fevereiro ante janeiro. Leia abaixo o que impactou a dívida em fevereiro:
- efeito dos juros nominais apropriados (+0,7 ponto percentual);
- emissão líquida de dívida (+0,1 ponto percentual);
- efeito da valorização cambial (-0,1 ponto percentual);
- variação do PIB nominal (-0,3 ponto percentual).
A dívida bruta aumentou 7,5 pontos percentuais no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Saltou de 71,7% do PIB para 79,2% do PIB.
JUROS NOMINAIS
O setor público consolidado –formado por União, Estados, municípios e estatais– gastou R$ 84,2 bilhões com o pagamento de juros da dívida em fevereiro. A despesa havia sido de R$ 78,3 bilhões no mesmo mês de 2025.
Segundo o Banco Central, o crescimento se deve aos aumentos do endividamento líquido, da taxa básica, a Selic, e do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no período.
No acumulado de 12 meses até fevereiro, os juros nominais somaram R$ 1,037 trilhão, valor que corresponde a 8,07% do PIB. O montante foi de R$ 924 bilhões no acumulado de 1 ano até fevereiro de 2025, ou 7,74% do PIB.
O resultado nominal –que considera o pagamento dos juros da dívida– foi deficitário em R$ 100,6 bilhões em fevereiro. Em 12 meses, o rombo fiscal brasileiro foi de R$ 1,09 trilhão, ou 8,48% do PIB.
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