A Nasa lançou com sucesso nesta 4ª feira (1º.abr.2026) a missão Artemis 2, às 19h35 (horário de Brasília), a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. O lançamento atrasou 10 minutos do horário marcado inicialmente.
É a 1ª missão tripulada rumo à Lua desde a Apollo 17, concluída em 1972. O objetivo não é pousar na Lua. A Artemis 2 fará um voo de cerca de 10 dias, com a nave orbitando o satélite natural antes de retornar à Terra. A missão funciona como um ensaio geral para a Artemis 3, planejada para realizar o pouso. Engenheiros realizam testes de sistemas, comunicações e suporte à vida durante a viagem.
Eis os astronautas da Artemis 2:
- Reid Wiseman – veterano da Marinha e comandante;
- Victor Glover – piloto da missão;
- Christina Koch – engenheira e especialista da missão;
- Jeremy Hansen – ex-piloto de caça e especialista da missão
Assista ao momento do lançamento (3min45s):
Antes do lançamento, a Nasa chegou a analisar uma possível falha no sistema de terminação de voo do foguete SLS (Space Launch System). A questão envolvia o chamado “range”, conjunto de sistemas encarregado de monitorar a segurança durante a decolagem e após o lançamento.
A contagem regressiva começou na 3ª feira (31.mar), com equipes ativando sistemas do foguete e preparando o abastecimento com hidrogênio e oxigênio líquidos. No complexo de lançamento, também é carregado o sistema de supressão sonora, que despeja grandes volumes de água no momento da decolagem para reduzir o impacto das vibrações.
A ida de humanos à Lua começou com a Apollo 11, em 1969, quando astronautas norte-americanos pousaram pela 1ª vez na superfície lunar. Ao todo, 6 missões do programa Apollo realizaram pousos até 1972. Desde então, nenhum país enviou novamente astronautas à órbita lunar.
O hiato de mais de 5 décadas se explica por fatores como o alto custo das missões, a mudança de prioridades da política espacial dos Estados Unidos e o fim da corrida espacial com a União Soviética, conforme análises recorrentes da própria Nasa e de especialistas do setor. Sem a pressão geopolítica e com orçamentos mais restritos, o foco passou a ser a órbita terrestre e projetos como a Estação Espacial Internacional.
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