O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes (PDT), desistiu de disputar uma vaga no Senado pelo Amapá e permanecerá no governo até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em publicação em seu perfil no X, na 4ª feira (1º.abr.2026), o ministro afirmou que recebeu de Lula o convite para permanecer à frente do ministério. “Aceitei essa missão com honra e senso de responsabilidade”, escreveu.

“Seguiremos dando continuidade ao trabalho iniciado em janeiro de 2023, o que me leva, neste momento, a adiar o projeto de disputar um novo cargo eletivo”, declarou.
Pesquisa da AtlasIntel divulgada na 4ª feira (1º.abr.2026) mostrou que Góes estava em 4º lugar na disputa pelo Senado, com 8,1% das intenções de voto no cenário com Acácio Favacho (MDB) e 9,2% sem Favacho. A disputa pelas duas vagas é liderada por Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD).
TROCAS MINISTERIAIS
Na 3ª feira (31.mar), Lula demitiu 14 ministros como parte da reforma ministerial. A maioria sairá para disputar cargos eletivos nas eleições de outubro. Outros auxiliarão campanhas eleitorais. Eis a íntegra das demissões (PDF – 357 kB e PDF – 2 MB).
A maioria dos indicados aos cargos vagos já integrava o governo, como secretários-executivos. A estratégia busca assegurar a continuidade administrativa até o fim do mandato.
Inicialmente, a expectativa era de troca em 20 dos 38 ministérios. Com a desistência de Góes, o número caiu para 19. Ainda assim, a reforma é recorde: no primeiro mandato, em 2006, 14 ministros deixaram os cargos para disputar eleições. Em 2022, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), foram 8 saídas.
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