A Nasa (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) vai usar a missão Artemis 2, lançada na 4ª feira (1º.abr.2026), para ampliar pesquisas sobre os efeitos do espaço no corpo humano. Além de testar sistemas da espaçonave Orion, o voo marcará a 1ª vez em décadas que astronautas atuarão como voluntários em experimentos científicos fora da órbita terrestre baixa.
A missão faz parte do programa Artemis, que busca estabelecer a presença humana na Lua, além de preparar futuras viagens a Marte. Os dados coletados devem orientar protocolos de segurança, intervenções médicas e estratégias de suporte à tripulação.
A agência espacial visa a criar uma presença duradoura no espaço com base na trajetória da missão –que se estenderá da Terra até além do lado oculto da Lua. Os estudos a bordo estão organizados em 6 frentes principais e incluem monitoramento de sono, cognição, sistema imunológico e exposição à radiação.
Eis os principais experimentos que serão realizados pelos astronautas:
- SAÚDE:
Um dos experimentos centrais é o ARCHeR (Artemis Research para a Saúde e Prontidão da Tripulação), que vai analisar como missões de longa duração afetam sono, estresse, desempenho cognitivo e trabalho em equipe. Os astronautas usarão dispositivos de pulso para registrar padrões de atividade e descanso durante todo o voo. Testes antes e depois da missão vão avaliar mudanças comportamentais e cognitivas no espaço sideral.
- SISTEMA IMUNOLÓGICO
A tripulação também fornecerá amostras de saliva e sangue para análise de biomarcadores imunológicos. A coleta incluirá saliva seca, armazenada em papel especial, e amostras líquidas antes e depois do voo. O objetivo é entender como o sistema imunológico reage à radiação, ao isolamento e à distância da Terra. Cientistas também vão investigar a possível reativação de vírus latentes, como já observado na Estação Espacial Internacional.
- “ÓRGÃOS EM CHIP”
Outro destaque é o experimento “Avatar”, que utilizará pela 1ª vez, além dos cinturões de radiação da Terra, a tecnologia de “órgãos em chip”. Os dispositivos, com células derivadas dos próprios astronautas, vão simular a resposta da medula óssea à radiação e à microgravidade.
- DADOS PADRONIZADOS
A missão também integrará o estudo Spaceflight Standard Measures, iniciado em 2018. A iniciativa reúne dados fisiológicos e cognitivos de astronautas ao longo do tempo. Serão coletadas amostras de sangue, urina e saliva, além de testes sobre equilíbrio, visão, desempenho muscular e função cerebral. A coleta começa meses antes do lançamento e segue até semanas depois do retorno.
- RADIAÇÃO
Sensores instalados na cápsula Orion e dispositivos individuais vão monitorar a exposição à radiação em tempo real. Os equipamentos poderão identificar eventos solares perigosos e orientar medidas emergenciais de proteção.
- OBSERVAÇÃO DA LUA
A Artemis 2 também terá uma campanha de observação lunar. Será a 1ª vez desde o programa Apollo que humanos sobrevoarão a Lua. Os astronautas vão registrar imagens e áudios da superfície –inclusive de áreas do lado oculto, dependendo das condições de iluminação.
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