Os Estados Unidos resgataram o piloto do caça F-15E abatido pelo Irã na 6ª feira (3.abr.2026). A confirmação foi feita pelo presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), em publicação na plataforma Truth Social na madrugada deste domingo (5.abr).
No texto, Trump descreve a ação como uma das mais ousadas já realizadas pelo país. “Conseguimos!”, escreveu Trump. “As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história do país”, declarou.
O Irã disse, na 6ª feira (3.abr), ter derrubado 2 aviões norte-americanos. O piloto de uma das aeronaves foi resgatado em segurança, mas o da 2ª seguia desaparecido.
O resgate se dá depois de veículos estatais exibirem imagens de homens armados em buscas pelo piloto. Autoridades iranianas também chegaram a oferecer recompensa por informações que levassem à captura do militar.
Segundo Trump, o piloto estava em uma região montanhosa do território iraniano. “Ele estava sendo caçado por nossos inimigos, que se aproximavam cada vez mais a cada hora”, disse.
Trump disse que o militar foi monitorado continuamente enquanto o resgate era planejado. “Ele nunca esteve realmente sozinho”, declarou. De acordo com o presidente norte-americano, “combatentes estavam monitorando sua localização 24 horas por dia e planejando diligentemente o resgate”.
A operação envolveu várias aeronaves. “Sob minha orientação, os militares dos Estados Unidos enviaram dezenas de aeronaves, armadas com as armas mais letais do mundo, para resgatá-lo”, disse.
Trump declarou que não houve baixas entre os militares norte-americanos. “É a 1ª vez na memória militar que 2 pilotos norte-americanos são resgatados, separadamente, em território inimigo”, afirmou o presidente dos EUA.

ORMUZ
Trump declarou no sábado (4.abr) que, se o Irã não reabrir o estreito de Ormuz –área por onde trafega cerca de 20% do petróleo global, além de gás natural e ureia– em 48 horas, o “inferno” cairá sobre o país persa. Segundo o chefe da Casa Branca, ele já havia definido um prazo de 10 dias para que o Irã fechasse algum tipo de acordo, e esse tempo está se “esgotando”.
O presidente norte-americano tem alternado entre ameaças e recuos em relação ao Irã, sendo pressionado e pressionando aliados para resolver a crise no estreito. Em declarações recentes, chegou a afirmar que os países afetados pelo fechamento deveriam buscar seu próprio petróleo e chamou integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de “covardes” por não agirem contra o Irã.
Pressão por reabertura
Desde o início dos ataques conjuntos com Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Washington tem pressionado aliados e outros países a contribuir com a segurança da navegação no estreito de Ormuz, controlado pelo regime iraniano. A guerra já provocou milhares de mortes e causou forte instabilidade nos mercados globais.
Apesar da pressão, líderes europeus sinalizam cautela. Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Holanda, Japão e Canadá afirmaram, em nota conjunta divulgada em 19 de março que pretendem cooperar para garantir a passagem segura na região, mas condicionam qualquer ação ao fim das hostilidades. Com exceção do Japão, todos os demais países que assinam a nota integram a Otan. O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que a medida depende da cessação dos combates.
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