O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, disse esperar que “em breve” Jorge Messias deixe a AGU (Advocacia-Geral da União) para assumir a vaga aberta no STF.
A frase foi proferida em evento de entrega do Colar da Honra ao Mérito Legislativo na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), realizado nesta 2ª feira (6.abr.2026), com a presença do indicado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao cargo.
“Não posso deixar de cumprimentar Jorge Messias, ministro-chefe da AGU, que muito me honra aqui presente. Faço votos que em breve você possa deixar a AGU por um bom motivo de estar ali comigo no Supremo Tribunal Federal”, afirmou Mendonça.
A oficialização da indicação do advogado geral da União ao cargo foi feita na 4ª feira (1º.abr). O nome de Messias passará por sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e, se aprovado, vai ao plenário do Senado.
Messias ainda não tem maioria entre os senadores, como mostrou o Poder360.
Homenagem na Alesp
A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Oseias de Madureira (PL), pastor evangélico, e contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Partido Republicano).
A solenidade a Mendonça, que também é pastor, contou com momentos de exibição da fé evangélica.
Indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro (PL), Mendonça é o relator das investigações dos 2 maiores escândalos em andamento no país.
Apoiadores de Bolsonaro utilizam as decisões do ministro nos casos Master e INSS para criticar o ministro Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Mendonça determinou a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.
Mais bem avaliado
Pesquisa da AtlasIntel divulgada em 20 de março mostra que Mendonça é o mais bem avaliado do STF. Somam 43% os eleitores que afirmam ter uma imagem “positiva” do magistrado e 36% os que dizem ter uma imagem “negativa”.
Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, por outro lado, têm as piores avaliações. Os eleitores que dizem ter uma avaliação “negativa” deles são, respectivamente, 81%, 67%, 59% e 58%.

O estudo ouviu 2.090 pessoas de 16 a 19 de março de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Leia a íntegra (PDF – 4,9 MB).
Leia mais sobre a pesquisa neste post do Poder360.
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