A presidente do KMT (Kuomintang), Cheng Li-wun, desembarcou nesta 3ª feira (7.abr.2026) em Xangai e deu início à 1ª visita de uma chefe do maior partido de oposição em Taiwan desde 2016. Cheng ficará na China até domingo (12.abr) e visitará ao menos 3 cidades chinesas –Xangai, Nanquim e Pequim.
A líder do KMT é esperada na capital chinesa na 5ª feira (9.abr). Ainda não há uma confirmação de um encontro de Cheng com o presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China).
Segundo Cheng, o principal motivo de sua visita é demonstrar que pode existir estabilidade entre os 2 lados do estreito de Taiwan. “Eles [China e Taiwan] devem fazer todos os esforços possíveis para evitar o início de uma guerra, ao mesmo tempo que aproveitam todas as oportunidades e possibilidades para expandir as bases da paz”, declarou Cheng em uma entrevista a jornalistas em Taiwan antes de embarcar para Xangai.
Outra ambição da líder do KMT na China é tratar de questões relacionadas ao comércio entre Taiwan e China. Mesmo em uma relação tensa, as partes ampliaram seu fluxo de mercadorias em 2025, mas Cheng avaliou que o volume de negócios no estreito ainda está aquém do que pode ser uma relação muito mais benéfica entre ambos.
Na 4ª feira (8.abr) em Nanquim, Cheng e sua comitiva de 30 integrantes visitarão o mausoléu de Sun Yat-sen, líder da Revolução de 1911 que derrubou a dinastia Qing e fundou a República da China. Sun Yat-sen foi o 1º presidente da China e a 1ª liderança do KMT.
O KMT é a principal força de oposição em Taiwan desde 2016, quando o DPP (Partido Democrático Progressista) assumiu o poder na ilha. O partido de Cheng conta atualmente com 1/3 dos assentos no Congresso taiwanês.
Diferente do DPP que tem uma linha de ação mais ríspida com o governo central chinês, o KMT defende um rejuvenescimento nas relações entre Taiwan e China.
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