O FGC (Fundo Garantidor de Crédito) começou nesta 3ª feira (7.abr.2026) o pagamento aos credores com valor acima de R$ 1.000 no Will Bank, liquidado pelo Banco Central depois do caso do Banco Master. Eis a íntegra do comunicado (PDF – 59 kB).
O pagamento faz parte da 2ª fase da etapa para quitar as garantias dos investidores que tinham valores de até R$ 250 mil em aplicações previstas na regulamentação do fundo.
O FGC deve pagar R$ 6,06 bilhões nesta etapa. O pagamento será feito a 312 mil credores. O valor médio é de R$ 19.423 por pessoa. Os pagamentos serão realizados por meio do aplicativo do fundo, observadas as etapas aplicáveis à solicitação da garantia ordinária.
O consumidor deverá efetuar seu cadastro, complementar as informações requeridas, encaminhar a documentação necessária e formalizar a solicitação pelos canais disponibilizados na plataforma. O FGC sugere que sejam ativadas as notificações do aplicativo.
1ª Fase
O FGC iniciou o pagamento em 13 de fevereiro para os credores do Will Bank que tinham valores a receber de até R$ 1.000. O fundo custeou R$ 126 milhões até o momento, ou 70,84% do montante das antecipações a ser pago (R$ 177,8 milhões).
Na 1ª fase, o número de beneficiários que receberam as quantias foi de 1,145 milhão, correspondente a 18,28% do total de 6,269 milhões de pessoas que atendem aos requisitos para receber a antecipação de garantia.
O credor que tenha recebido valores do Banco Master, Master de Investimentos e Letsbank não terá valores a receber do Will Bank se tiver superado o limite de R$ 250 mil no conglomerado.
Até 2ª feira (6.abr), o FGC pagou R$ 39,3 bilhões em garantias a credores do conglomerado Master (Banco Master, Master de Investimento e Letsbank), o que representa 96,90% do montante a ser pago. Aproximadamente 669 mil credores já receberam os valores, ou 90,24% do total.
CASO WILL BANK E MASTER
O Banco Central não liquidou o Will Bank, nome fantasia da Will Financeira, junto com o Banco Master em novembro por causa do papel de “inclusão financeira” da empresa.
A autoridade monetária calculava, em 2025, que o Will Bank administrava 7 milhões de contas de clientes próprios. Os titulares dessas contas são, em sua maioria, das classes C, D e E. A liquidação foi realizada em janeiro de 2026.
O caso Master deixará um rombo recorde no FGC de quase R$ 52 bilhões, mesmo tendo somente 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do sistema financeiro nacional. O prejuízo foi maior que o lucro líquido recorrente de cada um dos principais bancos listados na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo).
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