O Superior Tribunal de Justiça marcou para a próxima 3ª feira (14.abr.2026) as eleições dos próximos representantes do biênio 2026-2028. O pleito ocorrerá durante a manhã.
A votação no STJ é simbólica. Os cargos de presidente, vice-presidente e corregedor nacional de Justiça são alternados por ordem de antiguidade. Os próximos nomes a serem eleitos são, respectivamente: Luís Felipe Salomão, atual vice-presidente; Mauro Campbell, atual corregedor nacional de Justiça e o ministro Benedito Gonçalves. Pela 1ª vez, os magistrados utilizarão urnas eletrônicas. Mesmo simbólico, o voto é secreto.
O regimento interno do STJ define que as eleições sejam realizadas 3 meses antes do fim do mandato atual. O pleito foi antecipado por causa do cargo de corregedor de Justiça, que precisa ser sabatinado e aprovado pela CCJ do Senado Federal. O ano eleitoral também interferiu na escolha da data, já que é preciso um trabalho de articulação com os congressistas. Ainda assim, os mandatos atuais, incluindo o do presidente Herman Benjamin, estão mantidos até agosto deste ano.
QUEM SÃO OS MINISTROS
- Luís Felipe Salomão – ministro do STJ desde 2008. Foi nomeado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É natural de Salvador e fez sua carreira no Rio de Janeiro. Fez direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Depois, foi promotor de Justiça em São Paulo e ingressou na magistratura como juiz substituto. No Rio, foi juiz titular da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro;
- Mauro Campbell – ingressou na Corte em 2008 por nomeação de Lula, ocupando uma das vagas destinadas ao Ministério Público. Nasceu em Manaus e foi promotor de Justiça no Ministério Público do Amazonas. Já havia sido procurador-geral do Estado 3 vezes;
- Benedito Gonçalves – tomou posse no STJ em setembro de 2008, também após nomeação de Lula. Natural do RJ, é formado em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Iniciou a carreira na magistratura como juiz federal, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Depois, voltou ao Rio de Janeiro e se tornou juiz federal TRF-2. É o atual diretor-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados. Benedito teve seu visto revogado pelos Estados Unidos em 2025. Dois anos antes, quando era ministro do Tribunal Superior Eleitoral, foi relator das duas ações que condenaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à inelegibilidade por abuso de poder econômico e político.
REUNIÃO DO PLENO
A votação do STJ está marcada para o mesmo dia em que o Pleno do STJ analisará as conclusões da comissão de sindicância, que apura importunação sexual pelo ministro afastado Marco Buzzi.
O pleno iria se reunir em 10 de março para deliberar sobre o afastamento do magistrado, mas prorrogou a sessão depois de manifestações da defesa de Buzzi de que seria necessário um prazo para as alegações do investigado.
Conforme antecipado pelo Poder360, a expectativa no STJ é pela manutenção do afastamento de Buzzi. Há uma maioria dentro da Corte para abrir um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra o colega. Se o processo for aberto, o Ministério Público será acionado.
Com o PAD aberto, o ministro não poderá pedir aposentadoria. Alguns ministros trabalhavam com a hipótese de Buzzi antecipar a saída do Tribunal. A defesa negou.
“O ministro Marco Buzzi não irá pedir aposentadoria. O ministro não acredita que o processo administrativo contra ele será instaurado, até porque, na defesa prévia ora apresentada, há robustas e suficientes provas e esclarecimentos de que não cometeu nenhum ato impróprio. Ainda assim, em caso de abertura de procedimento, o ministro irá se defender para mostrar que não cometeu nenhuma ilegalidade”, afirmaram os advogados Maria Fernanda Saad Ávila e Paulo Emílio Catta Preta ao Poder360 em março deste ano.
Buzzi foi afastado cautelarmente pelo pleno em 10 de fevereiro. Antes da sessão daquele dia, o ministro pediu licença médica de 90 dias. Cumpre o afastamento em sua casa.
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