A subvariante BA.3.2 do coronavírus, apelidada de “Cicada”, já foi identificada em ao menos 23 países e vem sendo monitorada por cientistas em diferentes regiões do mundo, informou a GVN (Global Virus Network) na 6ª feira (3.abr.2026). Detectada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024, a linhagem voltou a chamar atenção internacional em 2025 depois de novas detecções.
A BA.3.2 é uma sublinhagem da variante Ômicron e não uma nova variante independente do coronavírus. O surgimento de novas linhagens faz parte do processo de evolução do vírus, que ao longo da pandemia passou a se diversificar principalmente por meio de subvariantes.
O que diferencia a “Cicada” de outras sublinhagens recentes é a quantidade de mutações acumuladas na proteína Spike (estrutura que o vírus usa para se ligar às células humanas e iniciar a infecção). Estimativas indicam que a BA.3.2 reúne entre 70 e 75 mutações nessa proteína em relação a linhagens que circulam atualmente.
Esse número elevado de alterações levanta a possibilidade de maior escape de anticorpos, quando o vírus consegue infectar pessoas mesmo após vacinação ou infecções anteriores.
PRINCIPAIS SINTOMAS
Até agora, os sintomas associados à BA.3.2 permanecem semelhantes aos observados nas versões recentes da Ômicron, incluindo febre, dor de garganta, tosse, coriza e cansaço. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há evidências de aumento de gravidade da doença em comparação com outras sublinhagens em circulação.
Também não foram observados sinais de crescimento nas taxas de hospitalização, internações em UTI ou mortes atribuídas à linhagem nos países onde ela foi detectada. O principal efeito observado até agora é a maior capacidade de transmissão.
Entre o fim de 2025 e o início de 2026, a BA.3.2 chegou a representar cerca de 30% das sequências analisadas em alguns países europeus, como Dinamarca, Alemanha e Holanda.
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