O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou nesta 4ª feira (8.abr.2026) que defende a proibição das apostas esportivas on-line no Brasil. Apesar disso, disse que a bancada ainda discutirá qual proposta será adotada.
Segundo o deputado, estão em análise duas alternativas: a proibição total das bets ou o avanço progressivo da tributação sobre o setor. Nesse cenário, o projeto de lei apresentado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) é visto como a opção que mais agrada à equipe econômica.
Uczai declarou ser pessoalmente favorável à medida mais rígida. “Sou mais simpático à proibição das bets no país”, afirmou. Para ele, o modelo atual incentiva o consumo contínuo de apostas e pode gerar impactos negativos para a população.
O líder petista disse que a bancada pretende protocolar uma proposta legislativa sobre o tema na próxima semana. Segundo ele, o assunto já foi discutido com integrantes da equipe econômica, que demonstram maior inclinação ao aumento de impostos sobre as plataformas.
Durante a conversa com jornalistas, o petista também tratou de medidas em estudo pelo governo para enfrentar o endividamento da população. Segundo ele, a proposta deve prever mecanismos de renegociação inspirados em programas estaduais, com perdão parcial das dívidas e parcelamento do saldo restante.
“Está claro que o governo vai apresentar essa proposta. O centro da renegociação é permitir que quem acertar sua dívida tenha perdão de parte do valor e refinancie o restante em prazo razoável, para voltar ao mercado de crédito”, afirmou.
Uczai disse ainda que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende restringir o acesso de beneficiários dessas renegociações a plataformas de apostas. “O governo vai bloquear o CPF de quem renegociar dívidas para participação em jogos eletrônicos, como as bets”, declarou.
Segundo o líder, a bancada também prepara uma proposta legislativa específica sobre o setor de apostas, que deve ser apresentada ao Congresso nos próximos dias.
Uczai afirmou que o partido buscará consenso interno antes de formalizar a proposta. A decisão, segundo ele, levará em conta tanto os efeitos fiscais quanto os impactos sociais das apostas no país.
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