O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, em entrevista ao canal ICL Notícias, que o Brasil precisa fortalecer sua indústria de defesa e modernizar as Forças Armadas. Ele afirmou que o Brasil precisa proteger seu território e recursos naturais e que o país não pode “ficar vulnerável”.
Lula disse que o cenário internacional tem pressionado o Brasil a tratar defesa e segurança com mais prioridade. Segundo ele, a reorganização geopolítica e o aumento de conflitos no mundo exigem que o país “pense com mais seriedade” na proteção do território e de seus recursos.
O presidente citou a presença de minerais críticos, como terras-raras, e o potencial energético como fatores que aumentam o interesse internacional. Para ele, a falta de preparo pode abrir espaço para pressões externas.
“Nós vamos ter que levar mais a sério isso, inclusive fortalecer a indústria da defesa, porque um país do tamanho do Brasil não pode ficar desprovido de segurança. Qualquer dia alguém resolve invadir a gente. Nós temos um cidadão no mundo que acha que é imperador, que ele (Donald Trump) todo dia passa um Twitter, todo dia decide uma coisa, todo dia faz uma coisa, e o Brasil não pode ficar vulnerável. “, declarou.
O aumento recente das tensões internacionais levou à reavaliação da segurança na América do Sul. O Poder360 mostrou que o debate sobre defesa foi intensificado depois da ação dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro. O episódio elevou a percepção de vulnerabilidade na região.
Nesse contexto, o governo Lula passou a defender o fortalecimento da capacidade militar e industrial do país como forma de dissuasão, além de ampliar parcerias com países do chamado Sul Global, como a África do Sul.
O presidente também relaciona o tema à disputa internacional por minerais críticos e à necessidade de o Brasil controlar seus recursos estratégicos, evitando dependência externa. Ele argumenta que o país precisa agregar valor às próprias riquezas, evitando repetir ciclos históricos de exploração.
Tom cauteloso
No campo internacional, Lula adotou tom cauteloso ao falar da relação com os Estados Unidos. Afirmou que o Brasil não busca confronto com o presidente Donald Trump (Partido Republicano), mas exige respeito mútuo. “O Brasil não quer briga com ninguém. O Brasil quer respeito”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de Trump não reconhecer o resultado das eleições brasileiras de 2026, Lula respondeu que “se ele fizer isso, vai ter um enfrentamento político desnecessário”.
O presidente também citou ações recentes de cooperação regional, como acordos para combater o crime organizado nas fronteiras. Para Lula, segurança envolve tanto defesa militar quanto articulação diplomática.
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