A primeira-dama Janja Lula da Silva corrigiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante discurso no Palácio do Planalto, nesta 5ª feira (9.abr.2026). Quando Lula citava operações da Polícia Federal que resultaram na prisão de cerca de 5.000 pessoas por violência de gênero, Janja interrompeu para corrigir: “5.000 homens”.
O presidente, então, repetiu a informação corrigida: “Em um único dia, nós prendemos quase 5.000 homens por violência contra a mulher”.
Lula tem recebido intervenções pontuais e recomendações prévias de auxiliares do Planalto em seus discursos. A mais recente foi em Salvador. O ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira, pediu ao chefe que comentasse sobre o Pix. A fala, porém, desembocou em críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).
Quando Sidônio assumiu a comunicação do governo, adotou a estratégia de fazer com que o presidente falasse mais, com um aumento no número de entrevistas concedidas. Com isso, Lula esteve mais exposto a cometer gafes, lapsos e declarações controversas.
Levantamento feito pelo Poder360 apontou que, em 3 anos de governo, o petista deu ao menos 157 declarações com distrações ou incorreções. Entre elas, uma série de falas que podem ser consideradas misóginas:
- em março de 2024, disse que mulheres sem profissão dependem do pai para comprar “batom e calcinha”. Em julho do mesmo ano, ao comentar pesquisa sobre violência doméstica depois de jogos de futebol, disse que “se o cara é corintiano, tudo bem”;
- em agosto de 2024, disse que mulher sem profissão corre o risco de o “marido agredi-la”;
- em outubro de 2024, afirmou que “é a mulher que sabe as coisas que têm dentro da geladeira”;
- em março de 2025, chamou Gleisi Hoffmann (PT) de “mulher bonita” ao anunciar sua nomeação como ministra;
- em abril de 2025, chamou a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgiev, de “mulherzinha“.
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