As fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus produziram 561.448 unidades no 1º trimestre de 2026. O volume representa uma alta de 12,1% na comparação com o mesmo período do ano passado e consolida o 2º melhor resultado trimestral de toda a história do setor.
Os dados foram divulgados nesta 5ª feira (9.abr.2026) pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares). Somente em março, a produção atingiu 212.716 unidades –um avanço de 34,5% em relação a março de 2025 e de 29,6% ante fevereiro deste ano, configurando um recorde histórico para o mês.
O Brasil é atualmente o 6º maior produtor de motos do mundo.
No recorte por cilindrada, os modelos de baixa potência dominaram as linhas de montagem no trimestre, com 435.731 unidades (77,6% do total). As motocicletas de média cilindrada somaram 110.405 (19,7%), seguidas pelas de alta, com 15.312 (2,7%).
VENDAS E EXPORTAÇÕES
O mercado interno acompanhou o aquecimento das fábricas, registrando recordes de licenciamentos. Entre janeiro e março, as vendas no varejo totalizaram 571.728 unidades, resultado 20,6% superior ao mesmo período de 2025. O mês de março também foi o melhor da série para as vendas, com 221.618 unidades licenciadas.
“As vendas continuam consistentes, principalmente pelos atributos da motocicleta como economia, mobilidade urbana, menor custo de aquisição e uso profissional”, afirmou o presidente da Abraciclo, Marcos Bento.
No mercado externo, as exportações cresceram 18,6% no trimestre, somando 11.441 embarques. O principal destino continuou sendo a América do Sul, com liderança da Argentina.
PROJEÇÕES E ALERTA MACROECONÔMICO
Para o acumulado de 2026, a Abraciclo projeta um crescimento de 4,5% na produção, alcançando 2,07 milhões de motos fabricadas. A expectativa para os licenciamentos é de alta de 4,6%, totalizando 2,3 milhões de veículos vendidos no país.
Apesar do otimismo, o setor acompanha com cautela os impactos do conflito no Oriente Médio. “Existe uma preocupação quanto aos conflitos globais. Isso está impactando no preço do petróleo e de seus derivados, o que pressiona a inflação e provocou uma leve queda na taxa da Selic. Esse cenário macroeconômico gera um pouco de preocupação no segmento”, declarou o presidente da associação.
Com informações da Agência Brasil.
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