O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou acreditar que o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “será o próximo presidente” e pode vencer as eleições de 2026 no 1º turno. A declaração foi dada em entrevista à Veja, publicada nesta 6ª feira (10.abr.2026).
Para Nunes, o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ser afetado por fatores econômicos e por investigações recentes. “A rejeição de Lula é muito grande porque é um governo que não tem nenhuma responsabilidade fiscal e leva o país a uma situação econômica ruim”, declarou.
O prefeito disse que o resultado dependerá da unificação de candidaturas de direita e centro-direita. “Flávio pode ganhar no 1º turno.”
O prefeito declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo. “Vou estar de corpo e alma para que ele possa ser reeleito.”
Disse ainda que o MDB pode adotar posição de independência nacionalmente, mas que em São Paulo apoiará o candidato do PL. “É absolutamente certo que Tarcísio de Freitas seguirá sendo nosso governador”, declarou.
Nunes afirmou que a economia deve ser central na disputa eleitoral. “O Brasil tem hoje a 2ª maior inflação do mundo, perdendo só para a Turquia. Temos uma taxa de juros Selic de quase 15% ao ano.”
Ele também criticou a política fiscal do governo federal. “Nos últimos doze meses, batemos um recorde, com 1 trilhão de reais só de pagamento dos juros da dívida.”
Haddad e Tebet
Nunes fez críticas ao ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT).
“Haddad foi prefeito durante 4 anos e a população deu um cartão vermelho para ele: Haddad perdeu a reeleição no 1º turno. Foi um governo muito ruim. Não podemos correr o risco de ter o pior ministro da Fazenda que o Brasil já teve, que expulsou as empresas para o Uruguai e o Paraguai, dirigindo o Estado de São Paulo, que é a locomotiva econômica do Brasil”, disse.
Também criticou a pré-candidatura de Simone Tebet (PSB) ao Senado por São Paulo a pedido de Lula. A ex-ministra do Planejamento é do Mato Grosso do Sul. “Achei muito estranho uma mulher daquele gabarito dizer que tem que se submeter a uma situação dessa”, disse.
“Acho muito ruim. São Paulo precisa de senador que seja do Estado, que tenha compromisso com o estado. O movimento dela é até uma forma de desrespeito com as pessoas de Mato Grosso do Sul. Como ministra do Planejamento, sabe o que ela ajudou em São Paulo? Nada, nunca. Como é que a pessoa que nunca ajudou o estado vai querer vir aqui e levar os votos? Obviamente, a população de São Paulo”, acrescentou.
Casos Master e INSS
O prefeito citou investigações envolvendo o Banco Master e o INSS como temas que podem influenciar a eleição. “Essas questões serão levadas à população.”
Sobre o Supremo Tribunal Federal, afirmou que a atuação do ministro André Mendonça pode ajudar a recuperar a credibilidade da Corte. “Ele traz esperança de que a mais alta Corte do país restabeleça a credibilidade”, declarou.
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