A cápsula Orion, da missão Artemis 2, pousará no oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, nos Estados Unidos nesta 6ª feira (10.abr.2026). A etapa final da missão, que é a reentrada na atmosfera terrestre, é considerada uma das mais críticas de todo o voo.
Em pouco mais de 12 minutos, a nave passa de velocidades hipersônicas a um pouso controlado no mar, enfrentando temperaturas extremas e forças intensas. Para que os tripulantes sobrevivam à reentrada, a Orion depende de um sistema altamente sofisticado de proteção térmica.
Segundo o The Conversation, trata-se de um escudo projetado para suportar o ambiente extremo gerado pelo atrito com a atmosfera em alta velocidade.
O sistema funciona como uma “barreira inteligente”: materiais especiais são aplicados nas áreas mais expostas ao calor, com espessuras ajustadas de forma precisa. Durante a reentrada, esses materiais tornam-se incandescentes e se degradam gradualmente em um processo planejado para dissipar energia.
Grande parte do calor não é absorvida pela nave, mas irradiada de volta para a atmosfera. Assim, mesmo atravessando fluxos que podem atingir cerca de 10.000°C, a superfície do escudo térmico da Orion permanece em torno de 3.000°C.
REENTRADA DE 12 MINUTOS
A sequência começa com a cápsula ainda fora da atmosfera, a cerca de 400 mil pés de altitude. Nos primeiros minutos, ocorre o chamado “pico de aquecimento”, quando a temperatura externa pode atingir aproximadamente 5.000°F (cerca de 2.760°C).
Em seguida, a Orion faz uma manobra conhecida como “lofted entry”, um leve “salto” na atmosfera que ajuda a reduzir a velocidade e distribuir melhor o calor. A cápsula estabiliza o voo por volta de 200 mil pés e, já em velocidades subsônicas, inicia a fase final de descida.
Os paraquedas de frenagem são acionados por volta dos 10 minutos, seguidos pelos paraquedas principais. O pouso ocorre pouco depois, com a cápsula reorientada para garantir um impacto seguro na água.
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