O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou a maior carga tributária da história em 2025, divulgou nesta 6ª feira (10.abr.2026) o Tesouro Nacional. Subiu de 32,2% em 2024 para 32,4% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano passado. Eis as íntegras do comunicado (PDF – 594 kB) e do relatório (PDF – 546 kB).
Segundo o documento, a carga tributária do governo federal subiu para 21,6% do PIB. Havia sido de 20,6% no fim do governo Jair Bolsonaro (PL), em 2022. O percentual dos governos estaduais caiu de 8,5% para 8,4% no período. Já a carga tributária dos municípios aumentou de 2,2% em 2022 para 2,4%.
De 2024 para 2025, a carga tributária do governo federal subiu 0,3 ponto percentual. Dos Estados, caiu 0,1 ponto percentual. Ficou estável nos municípios.

Segundo o Tesouro Nacional, o aumento da carga tributária foi impulsionado principalmente pela maior arrecadação do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), com acréscimo de 0,23 ponto percentual do PIB. A equipe econômica afirmou que o aumento reflete o crescimento da massa salarial.
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) também contribuiu para o aumento da carga tributária em 2025. Teve impacto de 0,10 ponto percentual.
O governo Lula aumentou tributos para conseguir atingir as metas de resultado primário nas contas. Com o crescimento de gastos públicos, a equipe econômica chefiada pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) ampliou a arrecadação com novas cobranças e alíquotas.
Segundo o governo, as medidas foram adotadas para a justiça tributária. O governo passou a cobrar, segundo Haddad, daquelas pessoas e empresas que não pagavam impostos.
As medidas seguem tendo efeito em 2026. O IOF, por exemplo, possibilitou um crescimento superior a 40% na arrecadação do tributo no 1º trimestre. Dados do Tesouro Nacional mostram que as despesas do governo somaram 18,8% do PIB em 2025, ante 18% de 2022.
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