Filha do ex-presidente do Peru Alberto Fujimori, Keiko Fujimori afirmou que, se for eleita, quer expulsar imigrantes irregulares e estreitar as relações com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Fujimori concedeu uma entrevista à AFP às vésperas das eleições peruanas, que acontecem no domingo (12.abr.2026).
Keiko lidera as pesquisas de intenção de voto e promete “motivar os Estados Unidos a voltarem a participar mais ativamente” na economia peruana. Na entrevista, Keiko ressaltou que quer expulsar os “cidadãos sem documento” e que é necessário fazer um corredor humanitário para que imigrantes venezuelanos possam retornar à Venezuela.
No Peru, as eleições gerais serão realizadas durante uma prolongada crise de governabilidade. O país teve sucessivas trocas de presidente nos últimos anos. Entre os principais candidatos, estão, além de Keiko (direita), Rafael López Aliaga (extrema-direita), Carlos Álvarez (outsider populista) e Alfonso López Chau (esquerda). Também aparecem Jorge Nieto (centro), César Acuña (centro-direita) e Roberto Sánchez (esquerda).
Fujimori disputa a presidência do Peru pela quarta vez sob a promessa de retomar políticas mais rígidas em temas de defesa e segurança pública que marcaram a presidência do seu pai, Alberto Fujimori — morto em 2024 e condenado por crimes contra a humanidade.
INSTABILIDADE POLÍTICA CRÔNICA
Depois do fim do governo de Alberto Fujimori (Cambio 90, direita), destituído em 2000 depois de o Congresso rejeitar sua renúncia enviada do Japão, o país viveu uma transição com Valentín Paniagua (Acción Popular, centro).
Desde então, apenas Alejandro Toledo (Perú Posible, centro-esquerda), Alan García (Apra, centro-esquerda) e Ollanta Humala (Partido Nacionalista Peruano, esquerda) completaram seus mandatos.
O padrão se intensificou a partir de 2016, com sucessivas quedas e renúncias-relâmpago –como a de Manuel Merino (Acción Popular, centro), em 2020, depois de completar apenas 5 dias no cargo. De 2016 até 2026, o Peru teve 6 presidentes destituídos, uma média de 1 queda a cada 1,7 ano, evidenciando a instabilidade crônica do sistema político do país.
Powered by WPeMatico

