Os preços de fábrica na China provavelmente voltaram a crescer em março, encerrando uma sequência de 41 meses de quedas, à medida que os preços globais do petróleo aumentaram os custos, enquanto a inflação ao consumidor deve ter apresentado uma leve queda.
Uma pesquisa da Caixin com 13 instituições mostra que a previsão média é de que o índice de preços ao produtor (IPP ) suba 0,5% em relação ao ano anterior, revertendo a contração de fevereiro.
A previsão média para o crescimento do índice de preços ao consumidor (IPC) é de 1,2%, diminuindo em relação aos 1,3% anteriores, devido à queda na demanda após o impulso do Ano Novo Lunar.
Essa divergência evidencia as pressões desiguais sobre os preços na segunda maior economia do mundo, com a inflação importada elevando os custos industriais mesmo com a desaceleração do consumo interno.
A alta dos preços do petróleo bruto, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, pela demanda global mais firme e pelas compras especulativas, é vista como um fator chave por trás da esperada recuperação do índice de preços ao produtor (IPP).
Zhang Yu, economista-chefe da Huachuang Securities, estima que o aumento dos preços do petróleo por si só pode ter elevado o crescimento mensal do IPP em cerca de 1 a 1,2 pontos percentuais.
Do lado do consumidor, os preços de alimentos e serviços provavelmente caíram após o feriado, em comparação com o mês anterior, disseram economistas. Wen Bin, economista-chefe do China Minsheng Banking, afirmou que os preços da carne suína caíram cerca de 10% em relação ao mês anterior, devido à ampla oferta e à demanda sazonal mais fraca.
Wu Ge, economista-chefe da Changjiang Securities, alertou que a alta dos preços não sinaliza uma recuperação generalizada da lucratividade corporativa, já que os ganhos refletem, em grande parte, choques de oferta e efeitos de base.
Este texto foi originalmente publicado pela Caixin Global, em 9 de abril de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
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