Os agentes do mercado financeiro passaram a estimar que a inflação do Brasil de 2026 ficará acima do intervalo da meta definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). A mediana das projeções subiu de 4,36% na última semana para 4,71% nesta 2ª feira (13.abr.2026).
As estimativas constam no Boletim Focus, relatório divulgado semanalmente pelo Banco Central com as expectativas dos economistas para os principais índices macroeconômicos. Eis a íntegra do documento (PDF – 5 MB).
Os agentes financeiros aumentaram a mediana das estimativas de inflação pela 5ª semana seguida.

O Brasil registrou inflação de 4,14% no acumulado de 12 meses até março, segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na 6ª feira (10.abr).
]A taxa mensal foi de 0,88%, acima das estimativas dos agentes financeiros. Depois da divulgação do resultado, economistas disseram que o Banco Central deveria ser mais conservador no ciclo de corte de juros.
Em março, o BC disse que a probabilidade de a inflação ficar acima do intervalo da meta de 3% é de 30%. A tolerância é de até 4,5%.
Os agentes financeiros mantiveram em 12,50% ao ano a mediana das estimativas para a taxa básica, a Selic, de 2026. Reduziram de R$ 5,40 para R$ 5,37 a projeção para o dólar. Não houve alteração na expectativa de crescimento econômico, com mediana de alta de 1,85% do PIB (Produto Interno Bruto).
POLÍTICA MONETÁRIA
A autoridade monetária disse que os conflitos no Oriente Médio ampliaram as incertezas econômicas e o prolongamento da guerra poderá ter impacto “significativo e duradouro”.
Os efeitos possíveis são o enfraquecimento da atividade econômica e o aumento da inflação.
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, já disse ser preciso “tempo para entender” os impactos da guerra do Oriente Médio na economia para analisar os próximos passos da política monetária. Citou, também, que é preciso ter “movimentos mais seguros” em período de incerteza, mas que o Brasil tem uma “gordura” por ter mantido os juros em nível elevado em 2025.
O Banco Central reduziu de 15% para 14,75% ao ano a taxa básica, a Selic, utilizada como principal ferramenta da política monetária. A ata do Copom (Comitê de Política Monetária) disse que os próximos passos dependerão da duração do conflito no Oriente Médio.
PROJEÇÕES PARA 2027
A mediana de estimativas para a inflação subiu de 3,85% para 3,91% para o próximo ano. A taxa de câmbio reduziu de R$ 5,45 para R$ 5,40. Os agentes financeiros não mudaram as projeções de crescimento do PIB (+1,80%) e Selic (10,50% ao ano) de 2027.
Powered by WPeMatico
