A Nasa identificou uma nova chuva de meteoros associada a um asteroide ainda não detectado diretamente. O achado foi realizado pelo cientista Patrick Shober, do Centro Espacial Johnson, depois da análise de milhões de registros captados por redes de monitoramento ao redor do planeta.
O estudo identificou um agrupamento de 282 meteoros com características semelhantes, indicando origem comum. Segundo a pesquisa, os fragmentos foram gerados por um asteroide que passou muito próximo ao Sol, o que provocou sua fragmentação e a liberação de detritos que atingem a atmosfera terrestre.
Os dados foram coletados por sistemas automatizados instalados em países como Canadá, Japão e regiões da Europa e dos Estados Unidos. Esses equipamentos registram continuamente o céu noturno e permitem rastrear padrões de origem de partículas espaciais.
Os fragmentos entram na atmosfera a mais de 24 km/s e se incendeiam quase instantaneamente, formando os chamados meteoros. A análise indica que o material possui características intermediárias: mais resistente que detritos de cometas, mas ainda relativamente frágil, sugerindo origem rochosa.
Segundo os pesquisadores, o asteroide responsável ainda não pode ser observado por telescópios convencionais. A expectativa é que futuras missões, como o telescópio espacial NEO Surveyor, projetado para 2027, permitam identificar o objeto e aprofundar o estudo sobre sua composição e trajetória.