O papa Leão 14 incentivou na 4ª feira (15.abr.2026) o governo de Camarões a erradicar a corrupção e resistir “aos caprichos dos ricos e poderosos”, em um discurso feito na presença do presidente Paul Biya (RDPC, direita), 93 anos, que está no poder desde 1982.
Leão 14, que foi criticado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), durante sua viagem de 10 dias por 4 países africanos, também pediu o fim do conflito entre as forças governamentais e grupos separatistas nas regiões de língua inglesa de Camarões, que matou milhares de pessoas desde que eclodiu em 2017.
“É hora de examinarmos nossa consciência e darmos um salto ousado em direção ao futuro”, disse o papa a Biya, ao primeiro-ministro Joseph Dion Ngute e a outros líderes, depois de chegar a Camarões vindo da Argélia.
“Para que a paz e a justiça prevaleçam, as correntes da corrupção –que desfiguram a autoridade e lhe roubam a credibilidade– devem ser quebradas”, disse Leão 14. “Os corações devem ser libertados da sede idólatra pelo lucro”, acrescentou.
Leão disse ao presidente camaronês que governar “significa ouvir verdadeiramente os cidadãos, valorizar sua inteligência e sua capacidade de ajudar a construir soluções duradouras para os problemas”.
“A segurança é uma prioridade, mas deve sempre ser exercida com respeito aos direitos humanos”, disse o papa. “A paz autêntica surge quando… a lei serve como uma salvaguarda segura contra os caprichos dos ricos e poderosos”, completou.
Biya, o governante em exercício mais velho do mundo, não comentou as declarações do papa. Seu governo nega as acusações de corrupção e violações dos direitos humanos.
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