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A Arena Sebrae na 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, foi palco, nesta terça-feira (19), de debates e de apresentação de iniciativas capazes de impulsionar o desenvolvimento local, bem como promover a inclusão produtiva por meio do empreendedorismo. O Sebrae, em parceria com a Organização Brasileira das Cooperativas (Sistema OCB) e o Banco Central, lançaram a nova edição da cartilha “Retenção de riquezas nos municípios”.A publicação orienta gestores municipais sobre como a movimentação de recursos públicos com cooperativas de crédito pode fortalecer a economia local, reter riqueza nos municípios e ampliar os impactos sociais das políticas públicas.“É um desafio enorme fazer com que a economia aconteça na vida real, nos munícipios, gerando riqueza e cidadania e qualidade de vida. Por isso, destaco o mercado das compras governamentais, pois temos um potencial muito grande para avançar”
Rodrigo Soares, presidente do Sebrae NacionalDurante o lançamento da cartilha, ele ressaltou como a estabilidade econômica do país favorece o desenvolvimento nos territórios. “Nós temos hoje uma inflação controlada, em torno de 4%, nos últimos quatro anos, desemprego em torno de 5,8% e uma renda média que chega a R$ 3,6 mil, considerada uma das maiores no histórico do nosso país. O Brasil é o 4º país do mundo que recebe mais investimentos estrangeiros”, pontuou.A presidente executiva do Sistema OCB, Tânia Zanella, ressaltou que as cooperativas de crédito podem fazer a diferença para a retenção de riquezas nos munícipios. “Além de levar e estudar essa cartilha, levem o cooperativismo como ferramenta de inclusão, prosperidade e de renda para o dia a dia dos seus munícipes”, reforçou Zanella.
Sebrae promoveu, na Marcha dos Prefeitos, debate sobre compras públicas e acesso ao crédito
Parceiro da iniciativa, o Banco Central foi representado pelo chefe adjunto do departamento de Organização do Sistema Financeiro (DEORF), João Luiz Faustino Marques. Ele explicou que a nova regulamentação do Conselho Nacional Monetário (CNM), a Resolução 5.273/2025, atualiza as regras para movimentação de recursos de municípios em cooperativas de crédito.“Essa resolução veio dar todo o aparato para regulamentar e contribuir para que a economia do município ganhe escala e se movimente, seja na captação de recursos, seja no pagamento de servidores, seja na concessão de crédito”
João Luiz Faustino Marques, do Banco CentralAinda durante a tarde, a programação, oferecida no espaço do Sebrae, também promoveu debate sobre como as compras públicas e o acesso a crédito favorecem a injeção e a retenção de recursos na economia municipal, reduzem a evasão financeira e fortalecem cadeias produtivas locais.Durante o painel “Compras Públicas Sustentáveis: desafios e oportunidades”, o analista da unidade de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional, Hudson Costa, apresentou dados sobre o mercado de compras públicas considerado ainda pouco explorado pelos pequenos negócios.“Apesar do crescimento de mais 70% no volume de recursos das compras públicas para os pequenos negócios de 2024 para 2025, isso ainda representa um percentual muito pequeno na perspectiva da quantidade de micro e pequenas empresas que temos no país. Apenas 1,5% delas participaram do mercado de compras públicas em 2025”, revelou.O Sebrae atua junto às prefeituras, por meio do programa Cidade Empreendedora, com ações estratégicas para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico local, inclusive por meio das compras públicas.O painel também contou com a presença da coordenadora de Bens e Serviços da Prefeitura de São Paulo, Cassiana Montesião, que apresentou a experiência com as compras públicas, na perspectiva da sustentabilidade. Ela destacou a iniciativa da Secretaria de Educação municipal para o credenciamento de pequenos negócios para fornecimento de uniformes escolares.“É uma iniciativa bastante rica e facilmente aplicável”, frisou. Junto com o Sebrae, a Prefeitura de São Paulo vai trabalhar na construção de uma metodologia que seja aplicada em municípios de até 20 mil habitantes.Empreendedorismo como caminho para autonomiaO último painel do dia na Arena do Sebrae discutiu como a inclusão socioprodutiva de beneficiários do CadÚnico por meio da união do empreendedorismo com a assistência social.Entre os palestrantes convidados destacam-se a presença do coordenador-geral de Articulação e Desenvolvimento de Programas e Ações de Apoio ao Empreendedorismo do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Eduardo Dalbosco, o secretário adjunto de assistência social, da cidade de Ariquemes (RO), Uanderson da Silva Oliveira.“O Brasil retomou a posição do 10º país do mundo em relação às riquezas, saiu do Mapa da Fome e estamos com o melhor índice histórico sobre pessoas na extrema pobreza. É uma trajetória de melhora que precisa continuar. Isso vai acontecer aproximando o social da economia”, frisou Dalbosco.
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