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No maior evento de tecnologia da América Latina, o Web Summit Rio 2026, histórias de mulheres empreendedoras reforçam uma transformação em curso no ecossistema de inovação brasileiro: o crescimento consistente da presença feminina nas startups. Dados do Observatório de Startups do Sebrae indicam que, em 2025, as mulheres estavam à frente de 31% das startups no país. Em 2023, apenas 8,65% das startups mapeadas tinham uma mulher comandando a empresa.
Algumas dessas mulheres estão presentes no Web Summit Rio 2026, que acontece até o final dessa quinta-feira (11), no Rio Centro. Entre elas, Brunielli Ribeiro, cofundadora da startup Brainz, que desenvolve soluções em tecnologia imersiva para setores como indústria, educação e energia. A empresa cria ambientes virtuais e simuladores que transformam treinamentos tradicionais em experiências interativas e gamificadas.
Brunielli avalia o impacto positivo do Sebrae na startup Brainz | Foto: André Cyriaco
A empreendedora destaca que a conexão com o Sebrae foi decisiva para a estruturação e crescimento do negócio. “A gente brincava de ter empresa. Depois do Capital Empreendedor, passamos a entender o que é de fato uma startup, estruturamos o negócio e ganhamos tração”, afirma. A participação em iniciativas como o programa e a ida ao Web Summit Lisboa ampliaram conexões e oportunidades comerciais.
Para Brunielli, eventos como o Web Summit potencializam resultados. “Aqui conseguimos contato com grandes empresas e tomadores de decisão que seria muito difícil alcançar no nosso dia a dia. São sementes que plantamos para o futuro”, diz.
Outra história que evidencia a participação das mulheres no mundo das startups é a da engenheira Lívia Timpone Brandini, fundadora da startup Kultua. Classificada como uma “people tech”, a empresa atua na análise de cultura organizacional e gestão de mudanças, utilizando inteligência artificial para apoiar decisões estratégicas de grandes empresas.
Lívia Timpone Brandini (esquerda), fundadora da startup Kultua | Foto: André Cyriaco
A solução criada pela startup permite que as organizações compreendam, com base em dados, os desafios internos e alinhem suas estratégias a partir da escuta dos colaboradores. “A gente ajuda a transformar cultura em dado, para que decisões estratégicas deixem de ser baseadas apenas em percepção”, explica Lívia.
Com trajetória em programas de aceleração e inovação, ela também destaca a importância do Sebrae na preparação para novos mercados. “As mentorias trazem um olhar externo, menos viciado, e ajudam a identificar pontos cegos. O Sebrae foi essencial na nossa preparação para internacionalização e captação de investimentos”, afirma.
Aumento da participação feminina
O crescimento da participação das mulheres em apenas dois anos, ocorreu, em grande parte, por iniciativas estruturadas de apoio ao empreendedorismo feminino. Com programas de capacitação, mentorias e acesso a crédito, o Sebrae tem atuado como agente estratégico para ampliar a participação de mulheres em negócios inovadores em todas as regiões do Brasil.
“O Sebrae acredita no potencial transformador das mulheres no ecossistema de inovação. Com iniciativas que chegam a todas as regiões do Brasil, incentivamos e apoiamos founders mulheres para que suas startups cresçam, se destaquem e impactem positivamente a economia”, ressalta Cristina Mieko, head de Startups do Sebrae.
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